Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Peço-vos desculpa. Estou em falta: não tenho arranjado tempo para vos falar das amadas Tombouctou e Guiné e dos famigerados vírus, o da gripe que apavora o visível mundo ocidental e o da meningite que mata aos milhares, silenciosamente, no Chade, no Níger...países invisíveis com povos sem rosto e sem voz... patético!

 

 

Há 25 anos fundava a AMI. Faço questão de assinalar esta efeméride com um pedido:
NÃO NOS ESQUEÇAMOS DOS NOSSOS POBRES! É TEMPO DE AGIRMOS TODOS PARA CONSTRUIRMOS UM MUNDO DE PAZ!

 

Meus Amigos, não obstante várias “Cimeiras Mundiais” aflorarem constrangidas e muito ao de leve a questão da pobreza, com promessas do género “redução da pobreza em 50% no Mundo até 2015” (!!) (quem se responsabilizará pelo infelizmente já anunciado fracasso?), falar de pobreza e de exclusão social ainda não está verdadeiramente na ordem do dia nem em Portugal nem no Mundo (ainda que a miséria seja a causa principal da insegurança que a todos amedronta).

 

É importantíssimo que nós portugueses não tenhamos pejo em falar e não nos esqueçamos nunca que sobre essa “matéria” somos, para nossa infelicidade e vergonha, os recordistas da União Europeia (o que seria se incluíssemos os remediados e a pobreza escondida que se cala entre nós?). A esse respeito, a União Europeia considera que 20% dos portugueses são muito pobres e que 60% dos nossos compatriotas assumem-se como pobres! Relembro que temos muitos idosos a sobreviverem com uma pensão de miséria de cerca de duzentos euros mensais e trezentos mil com menos de trezentos euros mensais. A título meramente indicativo refiro que a evolução do número de novos casos atendidos nos 11 Centros Sociais da AMI tem vindo sempre a crescer desde o ano 2000. Devo confessar que, perante as perspectivas reais do aumento do desemprego entre nós, estou até francamente assustado. Na AMI, pese embora a abertura já programada de mais dois centros sociais (um segundo centro Porta Amiga em Almada e um Centro Social em Ponta Delgada), temo muito seriamente que tenhamos já atingido a nossa capacidade máxima de atendimento.

Não é vergonha nenhuma reconhecermos esta nossa situação; triste é fazermos a política da avestruz, silenciando o problema. Até hoje, em Portugal, nenhum governo teve a coragem, lucidez e sensibilidade de eleger essa questão como “A CAUSA NACIONAL” (outras “causas nacionais conexas” deveriam ser a Saúde, a Educação, a Justiça, o Civismo, a competitividade empresarial, a produtividade individual e colectiva... que resultassem num verdadeiro modelo de desenvolvimento nacional sustentado). Tenho para mim que é crucial lançar-se, com carácter de emergência, esta CAUSA NACIONAL E MUNDIAL, sensibilizando, incentivando, motivando, pedindo e exigindo sem tibiezas o esforço e o empenhamento de TODOS nessa vital tarefa para Portugal e para a Humanidade. Diga-se de passagem que já em 1994, em França, as organizações não governamentais se juntaram por “um pacto contra a exclusão”, como Grande Causa Nacional. Há uns 10 anos que apelo, sem sucesso, pelo lançamento e dinamização dessa nobre causa!

 

Essa atitude é de primordial importância para o País numa altura em que se perspectiva muito seriamente o aprofundamento da crise económica mundial (a europeia e a portuguesa também!). Crise essa provocada pela ganância e irresponsabilidade, pelo esbanjamento e má distribuição dos recursos, instabilidade mundial pela instalada desconfiança generalizada no sistema financeiro, enfermo de ganância ávida e de falta total de ética. Mas acima de tudo devida à ausência gritante de uma liderança global esclarecida e responsável que se recusa a analisar as verdadeiras causas do mal estar global instalado (que a conduziria aos diagnósticos e aos tratamentos que urgentemente se impõem), parecendo optar pela fuga para a frente, empurrando-nos para o caos. Trata-se da concretização da justamente anunciada “geopolítica do caos”, geradora de maior pobreza e miséria, também entre nós!

 

Mais do que nunca precisamos de SOLIDARIEDADE e ÉTICA: não é com o egoísta e nefasto “salve-se quem puder” individual e selvagem, tão ao gosto de certas multinacionais; não é com o fatal e inaceitável “os civilizados e os não civilizados” do inenarrável Senhor Aznar (como o ouvi há dias nas Conferências do Estoril); tão pouco é com a tragédia permanente em curso, embora hoje silenciada, na Palestina e em Israel, que poremos fim ao caos anunciado e que alguns, poucos, teimam em tornar realidade. Relembro apenas que a pobreza é uma violação profunda dos cinco grupos dos Direitos Humanos Fundamentais (civis, políticos, culturais, económicos e sociais)! Por outro lado a violação sistemática de um qualquer desses direitos degenera rapidamente em pobreza! Há pois uma ligação estreita entre pobreza e violação dos Direitos Humanos!

 

Sempre o disse e repito: nunca nenhum cidadão, evidentemente ainda com maior ênfase para os que têm responsabilidades políticas, digno da sua humanidade e cidadania, o que, ipso facto, implica direitos mas também deveres, poderá dar-se por satisfeito e dormir tranquilo enquanto um único dos seus concidadãos viver na miséria! O que acabo de dizer tem ainda maior relevância no mundo em que vivemos; a luta pela segurança, tão na ordem do dia, não surtirá nenhum efeito duradouro se simultaneamente não trabalharmos também afincadamente para acabar com a pobreza e a injustiça social no nosso País e no Mundo! Pode não ser politicamente correcto mas é humanamente correcto! Ou será que queremos todos viver amanhã em condomínios fechados e armados, verdadeiras “prisões com grades de ouro” ou mesmo bunkers?

 

Relembro as vergonhosas estatísticas da União Europeia sobre a nossa pobreza e que 40.000 das nossas crianças estão em risco! Dirão alguns espíritos, sempre satisfeitos desde que a miséria não lhes bata à porta, que sou um ingénuo, um sonhador ou um demagogo em imaginar sequer que este assunto tem solução! Sonhador, sim. Ingénuo e demagogo, não! Estou consciente da dificuldade e complexidade da questão mas também sei que, com determinação, esforço, inteligência, sensibilidade e vontade, poderíamos todos juntos, se para isso fôssemos devidamente consciencializados, motivados e alentados, fazer face ao problema e em grande parte resolvê-lo: acredito que o povo português tem força anímica (já o demonstrou com D. João II) e humanismo suficientes para levar com determinação tal tarefa que, repito, deve ser indiscutivelmente “A CAUSA NACIONAL”, o objectivo por excelência para os próximos anos pois condicionaria positivamente, estou certo, o nosso futuro colectivo!

 

Dentro desse espírito apelo desde já à criação de “ Um Dia Nacional Contra a Exclusão Social e a Pobreza” que deveria pôr, entre outros, a tónica nos casos de sucesso no País que servissem de dinâmica mobilizadora para todos e nos empolgassem!
Uma vez decidida, dita e explicada claramente esta “ CAUSA”, ouso pensar que, politiquices à parte, a larga maioria dos portugueses estaria de acordo quanto à estratégia e aos meios que permitissem rectificar o estado de pobreza do nosso País: investimento a sério na educação e na saúde, incentivos à formação profissional e à produtividade (se sabemos ser eficazes e produtivos no Luxemburgo, na Bélgica, na Austrália ou nos Estados Unidos porque não em Portugal? Ousemos pois interrogar-nos!...), combate determinado à fraude e evasão fiscais (o que será facilitado se o Estado for visto como pessoa de bem!), desenvolvimento do fundamental conceito de “Cidadania Empresarial”, valorização da competência profissional, do método e da organização em detrimento do laxismo, do amiguismo e do clientelismo político que já tanto prejudicaram o País, investimento numa verdadeira cultura cívica de responsabilidade e de solidariedade entre os cidadãos e entre estes e o Estado e vice-versa, investimento sem contemplações na investigação e na ligação entre as universidades e as empresas (o eterno problema da ideal união entre a teoria e a prática / “mens sana in corpore sano”!) tornando-nos mais operacionais e deixando-nos de ser o povo da cátedra e do bla-bla-bla (com licenciaturas, mestrados e outras pós-graduações que se multiplicam, sem nenhum valor acrescentado para as pessoas e o País), valorização do nosso interior, dos nossos agricultores e pescadores....

Temos que dar meios e confiança à sociedade civil organizada, sedenta de acção positiva que poderia canalizar utilmente o enorme potencial de voluntariado dos nossos jovens, reformados e pré-reformados...enfim mil e um meios que só funcionarão se o povo português ACREDITAR e se para isso for positivamente MOTIVADO: é de causas, de UMA CAUSA que todos nós precisamos. Se no-la derem, acreditaremos que somos capazes e, não tenho dúvidas, resolveremos a questão tão bem ou melhor do que outros! SOMOS CAPAZES: PRECISAMOS TÃO SÓ DE UMA CAUSA JUSTA E NOBRE E DE SER MOTIVADOS! Que imenso bem tal causa bem sucedida faria ao nosso tão abalado ego nacional. É difícil? Pois é, mas só as causas difíceis são merecedoras do nosso povo. Lembram-se do “...e deram novos Mundos ao Mundo...” e do “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!”? Pois bem, esse é também o nosso Património, e por ele temos o dever indeclinável de acabar uma vez por todas com esta vergonha nacional: a Pobreza gritante e intolerável que dilacera a barriga de muitos dos nossos concidadãos.

 

Aceitar como normal, ou inevitável, a pobreza e a miséria humana é que NÃO! NÃO aceito e estou pronto a enfrentar todos os moinhos de vento! Reconheço que é esgotante, e por vezes desmoralizante, tais são a inércia e os obstáculos com que diariamente nos confrontamos mas penso que, modéstia à parte, temos demonstrado que é possível! Sou daqueles que entende que vale a pena realizar sonhos e utopias. Não se diz que “Deus quer, o Homem sonha, e a Obra nasce”? Pois então, vamos todos sonhar e acredito que conseguiremos! Este é o nosso dever: amanhã os nossos filhos viverão num Mundo melhor se, desde já e sem ambiguidades ou tibiezas, assumirmos este indeclinável dever! E quem pensar que estou a divagar, está enganado. Embora com mil dificuldades e incertezas (ainda mais agravadas hoje em dia pela crise económica e orçamental, para já não falar da insensibilidade decorrente da “cultura” da Indiferença e do Egoísmo, e do famoso e mortífero “ Vírus da Ganância” estou convicto que podemos, e devemos, vencer o contra-senso que são a pobreza e a miséria.

 

Ainda assim continuo a ter vergonha sempre que vejo uma mão estendida em Portugal e no Mundo e não consigo dormir tranquilo! Mais do que nunca quero sonhar que é possível: é a sobrevivência do nosso colectivo, são as nossas dignidade e honra de Seres Humanos e Portugueses que estão em causa! Não nos é permitido falhar! Sonhemos e actuemos!

Oxalá assim, consigamos todos dormir tranquilos amanhã !
 



publicado por Fernando Nobre às 11:35
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30 comentários:
De Joao Borges a 6 de Dezembro de 2009 às 15:43
Hoje tive a oportunidade de assistir ao programa em que o Dr Fernando Nobre participou e não resisti pois já era minha intenção o fazer antes expressar alguns sentimentos que me vão na alma.

Como fazem falta Homens deste ao mundo, o seu assumir de pai ausente duma forma genuína, sincera e honesta, simplesmente brilhante, que sorte têm os filhos de terem um pai assim.

Desconheço se o Dr Fernando Nobre alguma vez foi publicamente reconhecido pelas mais altas instancias deste país, se o já foi, outras nunca serão de mais.

Nos tempos da era moderna Portugal teve 2 GRANDES homens, um já falecido, Aristides de Sousa Mendes e outro felizmente ainda entre nós DR FERNANDO NOBRE.

Como eu admiro o Fernando Nobre, peço desculpa mas emociono-me porque também sofro com estas causas.

MUITO OBRIGADO DR FERNANDO
BEM HAJA ....








De rui barreto a 25 de Novembro de 2009 às 14:20
menos palavras mais actos .que se faz para a birmania que esta no limiar de graves tensoes que vao agravar a situacao dos mais pobres ainda mais neste proximo 2010 > ?
que se faz de um reino de siao tao prezado pelos nossos antepassados ...que se faz com os ''portugueses'' que aqui estao desde seculos ....claro ,....... com nomes ... ''locais ?'' como se verifica que a ajuda financeira foi bem empregada? sera que e como a vergonha da onu? (e outras ong ....) , que gasta 60%


De Fernando Nobre a 4 de Dezembro de 2009 às 09:03
TODOS PRECISAMOS DE AGIR. É O QUE TENTAMOS FAZER NA AMI. ESPERO QUE O MEU AMIGO TAMBÉM TENTE! QUANTO À AMI GASTAMOS 15%. ABRAÇO.


De Paulo Bento a 12 de Agosto de 2009 às 00:30
Doutor Fernando Nobre,

Gostei tanto da frase que dá título a este artigo, para além de ser grande admirador da Obra que tem desenvolvido e que considero um grande exemplo para todo o ser humano, que incluímos na página do Clube do Optimista - http://www.clubedooptimista.com. Espero que goste pois só com grande optimismo e atitude vencedora é possível desenvolver uma Obra e um percurso tão notável como aquele que o Doutor Fernando Nobre conseguiu e que é um excelente exemplo de como o ser humano pode aplicar as suas qualidades e capacidades para o bem dos outros.

Muitos Parabéns !

Paulo


De Fernando Nobre a 16 de Agosto de 2009 às 18:56
Fico-lhe grato por ter feito essa ligação com o Clube dos Optimistas. Temos que acreditar que ainda é possível mesmo se a situação presente no Mundo e em Portugal é altamente preocupante. Não podemos desistir! Continuo a acreditar que é possível vencermos esse enorme desafio. Vamos vencer: todos juntos. Obrigado abraço.


De pmdal a 3 de Junho de 2009 às 17:59
Dr. Nobre, felicito-o pelos seus esforços!gostaria que me permitisse colocar algumas perguntas que considero essenciais: será que estámos dispostos a abdicar do nosso consumo desenfreado (ou pegada ecológica) de forma a poder aumentar o bem estar dos países miseráveis chegando assim a um consumo global sustentável? porque será que nos países Africanos democráticos, a população ainda assim vota maioritariamente em ditadores, veja pf situação de Angola!será que a democracia realmente significa liberdade tanto cá como lá?


De Fernando Nobre a 12 de Junho de 2009 às 23:19
Não temos outra opção! Teremos mesmo de diminuir, rápidamente, a nossa pegada ecológica. Quanto às votações todos sabemos como é que se manipulam... Até nos nossos países ditos evoluídos acabamos sempre, ou quase, a votar nos mesmos...


De ana lopes a 1 de Junho de 2009 às 22:40
hoje autografou-me o "viagens contra a indiferença".deve re cordar-se...menina quase patética de tão emocionada... "para a minha futura colega..." é o que diz :) obrigada. eu tenho o meu plano para mudar o mundo, e a fé de que é realizável vou buscá-la, entre outros, ao seu percurso de vida. tenho uma ideia na cabeça (às vezes dizem-me que é megalómana, eu respondo-lhes que são curtos de vista), e 1 paixão no coração. nunca quis ser outra coisa que não médica, e vou mudar o mundo... porque a minha gota vai fazer diferença para quantos a puderem sentir. obrigada pelo exemplo de paixão pela vida e bondade generosa.
abraço da futura colega
ana:)


De Fernando Nobre a 4 de Junho de 2009 às 08:54
Dê força e asas à sua Paixão. Estou certo que ajudará a mudar o Mundo. Já somos muitos a sonhar com esse objectivo que está ao nosso alcance. Beijinhos minha Cara futura Colega!


De João Paulo Rodrigues a 25 de Novembro de 2009 às 17:01
Caro Dr. Fenando Nobre, se possivel faça Chegar estas palavras á pessoa de Ana Lopes: Não tenha medos ou receios se lhe Dizem que os seus sonhos são Megalómanos mas que transforme a sua Confiãça em Fé e na Verdade ter Fé ( E segundo a a Biblia que é o Livro da Vida e sabedoriade DEUS ) "Ter Fé é crer naquilo que não é Como se já fosse!!! ) Convido-a tambem a drª Ana Lopes a Visitar a minha página no FacebooK e a ver o àlbum da "Fundação Isaias 6061" e depois me pergunte se me Considero Megalómaniaco.
Mais uma Vez um abraço aos Dois e... Um nova Era está prestes a Começar façamos a Diferença!!


De Laura Sarmento dos Santos a 1 de Junho de 2009 às 18:14
Ler as suas palavras...foi como num dia abafado de verão abrir à noite uma janela de par em par em busca de uma lufada de ar fresco. Confesso que é ar que rareia na nossa sociedade. Não desista. Persista. E ajude-nos a acreditar que podemos ver os nossos filhos crescer num mundo melhor e mais justo.


De Fernando Nobre a 4 de Junho de 2009 às 08:57
Assim será minha Amiga se muitos, senão todos..., se empenharem. Eu vou continuar a fazer o que posso. Não tenho mérito nenhum: já não sei fazer outra coisa...


De Bakanu a 1 de Junho de 2009 às 08:36
Deviam existir mais AMIs


De Miguel a 28 de Maio de 2009 às 20:15
Subscrevo totalmente este seu post, dr fernando.
De facto olhemos para o mundo, porque razão se deu esta crise? Porque aumenta a pobreza a um ritmo galopante? Porque aqueles que criaram as regras pelas quais se rege a sociedade, axam-se no direito supremo de passar por cima das mesmas, na honestidade empresarial, na ausencia de responsabilidade social e ambiental (como senão necessitassem do estado ou sociedade civil para prosperar) e numa ganancia sofrega impossivel de conter, mas passivel de ser apaziguada, no mundo das suas regras, impostas apenas a quem tem menos poder ou nenhum...
acredito que somente a sociedade civil pode mudar o rumo dos eventos, e ai sera preciso insurgirmo-nos contra o status quo, e acreditar que a base para os poucos direitos civicos que ainda restam no mundo, tive origem no inconformismo.
fique bem e votos e boa continuação de trabalho!!


De Fernando Nobre a 4 de Junho de 2009 às 09:02
O desenvolvimento do terceiro pilar, o da sociedade civil organizada, é essencial para se consolidar e desenvolver a sociedade humana. Não tenho dúvidas a esse respeito. Vamos conseguir. Abraço.


De GorgeousMind a 27 de Maio de 2009 às 18:06
Olá Dr. Fernando Nobre,

Desculpe a ousadia e até o atrevimento, mas tenho o coração partido.
Já conhece esta situação decerto!
Please spread this link to your contacts and friends. Just for the little girl Let Alexandra Come Back to Portugal http://bit.ly/NQ4s8
O Senhor conhece forma de ajudar esta gente?
Aquela criança tem um futuro muito arriscado se ficar na Rússia, dado o percurso social e psicológico da sua mãe.
Um obrigada por tudo o que puder fazer.
GorgeousMind


De Fernando Nobre a 4 de Junho de 2009 às 09:12
Como seria bom às vezes ter uma varinha mágica... Força. Abraço.


De stamina a 26 de Maio de 2009 às 20:19
:)


De Fernando Nobre a 31 de Maio de 2009 às 20:02
:)


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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