Domingo, 11 de Outubro de 2009

A recente atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama causa-me, devo confessar, alguma perplexidade.


Tenho pelo Presidente Obama a maior consideração e deposito nele, como já o escrevi, uma enorme esperança no que concerne a concretização de políticas e acções globais que permitam uma real melhoria nas relações internacionais conducentes a uma evolução positiva da Humanidade.


Só pelo facto de ter sido eleito Presidente dos EUA e de ter conseguido travar a estapafúrdia e incompetente política da equipa do seu desastroso antecessor (cuja política belicosa, altamente mortífera para a convivência pacífica entre povos, civilizações e religiões, era sustentada no vício da mais descarada mentira, da mais despudorada e prepotente arrogância, com o apoio, diga-se, dos seus serventuários e apaniguados europeus, por uma ganância sem limites, por um catastrófico desprezo ambiental, por um permanente enxovalho dos Direitos Humanos mais elementares e por um unilateralismo perigoso e estéril que colocou o Mundo à beira de um precipício apocalíptico), constituiu um acto notável e o Presidente Obama seria sempre merecedor, só por isso, de ser futuramente galardoado com o Prémio Nobel da Paz.


Afirmadas estas minhas considerações e convicções, considero que a atribuição já este ano do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Obama foi precipitada.


As excelentes e vitais disposições do Presidente Obama, homem de bem e de paz, estão ainda quase todas por concretizar e por validar ao escrutínio do tempo.


Se é incontestável que, graças à vontade e à dinâmica do Presidente Obama, constatamos hoje, o que é extraordinário, a existência de um clima mais sadio no nosso Planeta, na abordagem das questões globais e no relacionamento internacional (a luta contra a miséria, o tratamento das questões do continente africano, o combate às alterações climáticas, a limitação do armamento nuclear, o fim da provocação à Rússia com a decisão dos EUA em suspenderem a polémica instalação de mísseis nas fronteiras ocidentais da Rússia, o reforço dos contactos multilaterais, o respeito pelas Nações Unidas concretizado na postura, nos discursos e no pagamento das suas contribuições em atraso, o empenhamento na questão palestiniana, a tentativa de implementação de regras na especulação financeira e nas renumerações de certos gestores…) não é menos verdade que certas violações dos Direitos Humanos, assim como alguns desafios e ameaças globais, continuam e poderão agravar-se!


Concretamente: a persistência da inqualificável prisão de Guantanamo, pese embora a decisão do seu encerramento há quase nove meses, o quebra-cabeças iraquiano sem resolução à vista e de imprevisíveis negativas consequências, o lamaçal afegão com a já mais que previsível retomada de poder pelos talibãs devido a erros tácticos e estratégicos de palmatória, o impasse político e humano na crucial questão da Palestina, o latente e crescente confronto com o Irão devido ao seu programa nuclear (sem que ninguém, perante um silêncio ensurdecedor, se interrogue sobre se o programa nuclear de Israel assim como de outros países já detentores de arsenais atómicos estão a ser devidamente supervisionados e escrutinados, o que não acontece que se saiba, pela Agência Internacional de Energia Atómica! Quem decide, como tão bem se interroga o meu querido Amigo Professor Adriano Moreira, quais os estados “fiáveis” que podem ter a arma nuclear e os “não fiáveis” que não a podem ter?), as tremendas consequências das alterações climáticas (que resultados concretos sairão da conferência de Copenhaga em Dezembro próximo? Serão nulos se os países ricos não aceitarem modificar o seu paradigma de desenvolvimento, diminuindo drasticamente as suas emissões de CO2, permitindo assim que os BRIC e todos os outros países em desenvolvimento possam prosseguir com os seus planos de crescimento), …


É por tudo isso que sinceramente penso, sem qualquer desprimor para com um Ser Humano que admiro, que a atribuição do Prémio já este ano ao Presidente Obama foi prematura. Poderia ter esperado dois ou três anos para que o tempo permitisse ver a concretização de certas intenções!


Não obstante, percebo perfeitamente qual a mensagem que, com essa decisão muito política, o Comité do Nobel quis dar: Premiar desde já uma vontade notável no discurso e na postura (apesar do seu último discurso e do “ultimato” feito ao Irão…), pese embora ainda com poucos efeitos práticos concretizados nos desafios e ameaças que acima referi, e incentivar, pressionando, concretizações futuras e sustentáveis de Paz no Próximo e Médio Orientes, sem esquecer um empenho decisivo na luta contra a miséria e no combate às alterações climáticas, seguramente os maiores e mais urgentes desafios e ameaças para o nosso advir colectivo.


Faço sinceros votos para que tal se verifique. Tenha o Presidente Obama força, engenho e arte para “rasgar” as camisas de sete varas, os fortíssimos lóbis, capazes de imobilizar essas suas boas vontades! Refiro-me concretamente aos seguintes lóbis: o petrolífero, o armamentista e o que bloqueia qualquer solução para a insustentável questão palestiniana e para o imbróglio da questão nuclear iraniana, questões só ultrapassáveis com muito bom senso, equidade, paridade e determinação política inquebrantável.


Se assim conseguir, defendo que durante os próximos cinco anos o Prémio Nobel da Paz seja atribuído ao Presidente Obama. Senão temo muito que este Prémio Nobel da Paz não venha a encontrar a sua plena justificação, à semelhança do que aconteceu com vários outros no passado.


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publicado por Fernando Nobre às 23:15
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26 comentários:
De alba a 15 de Janeiro de 2010 às 10:36
FIQUEI SEM COMENTÁRIOS, POIS AS PALAVRAS NÃO TIROU DA MINHA BOCA, COMO SE COSTUMA DIZER, MAS RETIROU-AS DE MIM, DO MEU INTERIOR.....

FAÇO AS SUAS PALAVRAS AS MINHAS.

QUE CONTINUE ASSIM, UMA PESSOA HUMANA, ESPIRITUAL E COMO DISSE, A NOSSA FORÇA ESPIRITUAL É QUE NOS CONDUZ PARA OS CAMINHOS DA NOSSA VIDA, PARA A VIDA DOS OUTROS QUE NECESSITAM DE NÓS.

BEM HAJA!


De mysty a 3 de Janeiro de 2010 às 03:18
I am aware of President Obama's intentions to make significant change for the better for the US, but feel he has been set up to fail. The Congress will limit him of what changes are made, along with the cabinet members, which are pretty much the same as those from the Bush administration. I too was puzzled when he was awarded the Nobel Peace Prize.


De Raquel Gonçalves a 28 de Outubro de 2009 às 11:11
Bom Dia Dr.Fernando Nobre,

Queria agradecer pela sua dedicatória no meu livro, muito obrigado de coração.
O peditório correu bem, graças a Deus, é um privilégio para mim fazer parte desta família
As suas palavras para comigo irão certamente ficar gravadas na minha memória mas acima de tudo, no meu coração.
Ouvi-lo é um prazer, emociona, é uma raridade no mundo as suas palavras. É um verdadeiro anjo na terra ( como diz a Dra.Helena, e não podia concordar mais com as suas palavras ) !
As suas palavras dão alento, coragem de poder gritar e poder dizer ao mundo, o que muitos não querem ouvir.
Em tempos fizeram-me uma pergunta :
'' Achas que vais mudar o mundo ?
Respondi logo :
Não, mais vou ser diferente e nunca ficar indiferente ao que roda a minha volta e fechar os olhos para não querer ver.''
Muito obrigado !
Um abraço do tamanho do mundo

Raquel ( Voluntária da AMI - Madeira )


De Daniela a 27 de Outubro de 2009 às 17:06
Caro Dr. Fernando Nobre,

Estou convicta de que este Prémio Nobel da Paz venha a dar frutos muito "Nobeis" para a Humanidade ao longo dos próximos anos, pois sempre acreditei nEle e nEle deposito uma confiança muito grande, e apesar das suas considerações algo fundamentadas a respeito da sua prematura eleição, sinto que existe agora uma infinidade de portas abertas para o Presidente Barack Obama com mais abertura ainda do que aquelas que ele poderia expectar . O respeito que lhe é depositado neste momento confere-lhe uma transposição deveras superior e poderosa, e terá a consequencia de uma profunda raiz que sustentará todas as causas para que luta.
Posto isto, e tendo consciência de toda a ruptura por Ele já realizada desde o seu primeiro momento, acredito que mesmo as portas mais difíceis que Ele terá a visão de abrir lhe serão deste modo abertas.

Em consideração por todos os que lutam por causas Humanitárias,
Daniela Silva.


De Diogo Carneiro a 26 de Outubro de 2009 às 12:51
Todos queremos que assim seja... e esperamos mesmo que este prémio seja reflexo de concretizações e não apenas de desejos!
Obrigado pela análise sempre tão pragmática, simples e genuína...
Melhores cumprimentos, depois de nos termos cruzado em São Tomé, há algum tempo atrás!
Diogo Carneiro


De Hugo Rego a 26 de Outubro de 2009 às 03:21
Caro Dr. Fernando Nobre, antes de mais, quero cumprimentá-lo por todo o seu trabalho, a sua missão e de todos que consigo trabalham para fazer deste mundo, um lugar um pouco melhor para se vivêr.

Concordo consigo na sua análise mas sou-lhe sincero: ainda bem que o Nobel foi atribuído a Obama.
Talvêz seja um pouco prematuro fazer tal afirmação mas que encontra justificação no pêso que o prémio acarreta. É que, sem sombra de dúvida, Obama expressou, durante a sua campanha eleitoral, uma grande vontade em fazer algo diferente, algo construtivo. Mas, para já, foram apenas declarações de intenções. E, como diz o ditado, "De boas intenções..."

Pode sêr que com a sua atribuição, Obama se vêja "obrigado" a concretizar as suas intenções, sob pena de, se não o fizer, venha a sêr duramente criticado pela comunidade internacional.
Esta é, para mim, a única razão que justifica tal atribuição. Veremos o que o futuro nos reserva...

Resta-me desejar-lhe toda a sorte do mundo, e forças para continuar a levar a cabo os seus projectos. A si e a quem o acompanha.

Um bem-haja sincero.

Hugo Rego


De Dylan a 25 de Outubro de 2009 às 17:21
O Nobel da Paz tem características diferentes dos restantes prémios atribuídos pela Academia Sueca. Desde logo, é atribuído em Oslo por um comité independente norueguês, laureando alguém ou alguma entidade que se distingue pela capacidade de resolver diplomaticamente diversos problemas, independentemente de ficarem concluídos ou não. Foi assim com Jimmy Carter, é agora assim com Barack Obama. Porque privilegia o diálogo e o bom senso entre os povos, porque ele próprio é o resultado da esperança e do sonho: ter sido o primeiro presidente afro-americano da história dos EUA. Um exemplo do idealismo norte-americano, ainda hoje cobiçado, abraçando causas como os Direitos Humanos e trabalhando internamente para um plano de reforma do sistema de saúde. Com Obama, voltaram as preocupações com o meio ambiente, com o desarmamento nuclear, com a desmobilização do Iraque e com a possibilidade do fim do embargo a Cuba. Apressou-se a condenar o golpe de Estado nas Honduras e a normalizar as relações institucionais com a Rússia, não esquecendo a tentativa de cativar o mundo árabe ao admitir a criação do Estado da Palestina , fundamental para a paz no Médio Oriente.

Negar isto, em menos de nove meses, é cair no discurso dos conservadores norte-americanos e de parte da esquerda europeia, recheada de tiques estalinistas.



De Fernando Nobre a 1 de Novembro de 2009 às 17:23
Meu caro amigo ninguém, muito menos eu, nega tudo o que afirma. Agora a interrogação e perplexidade são legítimas. Em nada diminuem o enorme valor intrinseco que o Presidente Obama possui. agora o remate do seu texto...não percebi! Neoconservador americano? Esquerdista estalinista? Abraço.

Estive ausente uma semana em Filadélfia (EUA) numa sessão da Academia Internacional de Letras M.:
Os temas em discussão estão cada vez mais na ordem de todas as Academias e ainda bem: Pobreza, Exclusão Social, Altterações Climáticas, Democracia, Guerras... A Humanidade está a progredir: devagarinho mas no bom sentido!


De Cátia Costa a 23 de Outubro de 2009 às 15:18
Dr. Fernando Nobre, eu não queria deixar de expressar toda a admiração que tenho por si, pelo seu trabalho e pela sua humanidade.
Obrigado por ser uma inspiração para tantas pessoas neste mundo!


De Laura Sarmento a 22 de Outubro de 2009 às 23:46
Sinceramente...não sei. Estou como o tolo no meio da ponte. Fiquei eufórica quando o Obama venceu a sua luta nos EUA, deixando para trás um reinado Bush para esquecer...não sei se isto agora foi prematuro...ainda não tenho uma opinião completamente formada.Sempre atento, Fernando Nobre. E vamos todos ficar atentos, embora se a coisa no fim não resultar, nada poderemos fazer a não ser reconhecer que foi um erro.
Tudo de bom para si. E para o Mundo.


De mandit9 a 22 de Outubro de 2009 às 00:43
boas:)É de inaltecer a nobreza de passar por joio pelos "joianos"e ser trigo.O Obama é trigo e não tem culpa de na era da informação e comunicação ter a responsabilidade de continuar a inspirar(cm o dr)os EUA e o globo,ele é forçado a suster a abruta crise joiana complexa a todos os niveis e precisa de estar em todo o lado e a falar por todos os lados e a atenuar os lados(se parece mas não é Deus).A pressão é de elevado risco global,pois o sonho passou ao pesadelo e quando a expectativa do parecer é alta,só o ser é capaz de suster o negativismo e alavancá-lo em otimismo na medida em que "mais vale ter vontade otimista do que pessimismo racional logo o melhor "é a força da razão e não a força".
A incongruência do pensar falar e agir levou o objetivo do capitalismo(acabar com a extrema pobreza)a aumentá-la devido há ética e moral(...),mas isso não era evidente?Só o "vidente" dr há onze anos o previu,pois a visão global(e não falo de visão)é que resolve o problema e não o alastra,na medida em que só depois de se conhecer o todo é que se resolve o problema.
Será um dos problemas(já que ao olhar de um leigo, são pelo menos oito grandes,pra estancar a hemorragia)o quadruplicar o numero de pessoas desde 1900 até hoje 6,1biliões?Para ELE não o é.Mas sim a ainda selvagisse interior do parecer pois se existissem 0,1Biliões de pessoas com 1/10 da sua visão,o globo estava pelo menos com saude,educação e coluna "vertical",a Humanidade olhava primeiro há esquerda(caridade,humildade e fraternidade)e depois há direita (formar especialistas para enfrentar estas realidades da terra e depois outras como viajar para o espaço).
O espaço e o tempo não se efetuam com visões a curto prazo como a politica atual mas sim a médio longo pois a seara não se faz numa só estação(era),é preciso semear primeiro.O tempo parece curto com a vida terrena mas ele é mt no futuro.Já deixámos sementes na "neve"mas ela não deve chegar há outra era já que não há sustentabilidade ambiental e como tal é preciso alarmar positivamente como o já é aos puros(as crianças)é sempre nelas que rezide a esperança mas se não lhes deixar-mos como recebemos o mundo(revolução industrial necessária mas abusiva pois a virtude está sempre no equilibrio apesar de esse ser o nosso grito,KI+Ke+ks=harmonia)ele nos deixará marcas insustentadas e agravamos os problemas sempre quando não os resolvemos logo,a alavanche vai se avolumando até ela rebentar,e para o não acontecer temos que ser humildes o suficiente para percebermos que se não aceitarmos que erramos e em vês disso continuamos a olhar pro pacote em vês do contiúdo vamos pagar e não ter a relaçao qualidade/preço(e o preço é altissimo com a matéria).
O trigo e o joio é intemporal com a benece de não existirem tantas barbaridades aparentemente como no passado,mas como a história normalmente se repete é bom que as searas parem escutem e olhem o horizonte e formem sucalcos nas montanhas para aproveitar as suas explicações pois è ela que nos regula e não nós a ela.
Eu sou um leigo não sou ninguem que saiba nada so ando a beber e saber que nada sei e que quanto mais sei mais sei que não sei ou seja sou um copiador de boas ações e as açoes de coragem audácia humildade verticalidade caridade qualidade e Amor(que é o contrário de Roma)fazem nos esclarecer que o Amor não se explica mas se Amor é o coração que sente(eu acrescento do Dante)o cântico do interior,o ser sabe o ter pensa que sabe(cm eu)logo não sabe quem pensa que sabe(joio)mas sabe quem sabe que sabe(trigo).
E para finalizar a minha palestra de "seca"e de calamidades evidentes(na minha pseudo-voz)e na minha maneira de pensar aprendam que o srº não existe na forma visivel mas na forma invisivel por isso é que a formalidade a insere por boa educação como ele fez por nós na terapia de choque das massas que só chamam a atencão(cm o h1n1)ao falecer a matéria e a sobreviver a imatéria(esse grito de alma)faleceu para nos ensinar que é preciso ultrapassar todos os tipos de dor para chegar ao "belo e consulação","pois o meu Reino nao é o da Terra" é preciso crer para ver e não ver para crer como fazem os "jóianos".
Sejam como o Obama e o DRºNOBRE e o outro que disse sejam felizes e até amanha se Deus quizer...


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
FOTO DA SEMANA

Indonésia, 2006
Os sismos em Samatra, em 2009, já causaram uma
Destruição massiva na zona de Padang, destruindo
Perto de 180 mil edifícios, incuindo três hospitais.
Há mais de 700 vitímas mortais a lamentar e perto de
3200 feridos.
Para fazer face a esta situação, a AMI vai lançar uma
Campanha de emergência, que será divulgada em
Vários orgãos da comunicação social!
LIVROS DO MÊS

- "Mais Histórias que Contei aos Meus Filhos", Oficina do Livro

- "Humanidade - Despertar para a Cidadania Global Solidária", Temas e Debates/Círculo de Leitores
LIVROS QUE PUBLIQUEI

- "Viagens Contra a Indiferença",
Temas & Debates

- "Gritos Contra a Indiferença",
Temas & Debates

- "Imagens Contra a Indiferença",
Círculo de Leitores / Temas & Debates

- "Histórias que contei aos meus filhos",
Oficina do Livro

EVENTOS EM QUE PARTICIPO

- Dia 11 de Fevereiro: Apresentação do livro "Humanidade - Despertar para a Cidadania Global Solidária", Ateneu Comercial do Porto, 18h30


- De 14 a 18 de Fevereiro: Missão de avaliação ao Senegal


- Dia 22 de Fevereiro: III Edição Green Project Awards, Lisboa, 10h


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