Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Meus amigos,

 

Até ter algum tempo livre para vos escrever novamente, aqui têm a última actualização sobre a equipa da AMI no Haiti.

 

O sentimento de gratidão por todas as mensagens de apoio é, da minha parte, imenso.

 

Obrigado por me fazerem sentir que a AMI tem um batalhão de almas empenhadas, todos vós, a suportarem a sua vontade de tornar alguns momentos da vida de algumas pessoas, um pouco menos dolorosos.

 

 

 

 

 

 


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publicado por Fernando Nobre às 18:53
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26 comentários:
De Celia Cristina a 10 de Fevereiro de 2010 às 10:56
Os nossos nomes e apelidos não são dados por acaso!O seu é "Nobre" tal como a pessoa que o leva assim como a sua missão! Bem haja Fernando Nobre !
Celia Cristina


De Mónica Martins a 25 de Janeiro de 2010 às 01:29
Reforço aqui o meu apoio e admiração pelo vosso excepcional trabalho em campo.
Muita saúde e energia para toda a equipa, em especial para a Dra. Fátima Ferreira (força amiga!).


De José Eduardo R. Alves a 24 de Janeiro de 2010 às 22:20
Caro Prof. Doutor Fernando Nobre,

Sou Presidente de uma Associação Cultural de Perosinho - Vila Nova de Gaia, (Grupo Musical da Mocidade Perosinhense, e gostaria de o informar que a Associação a que presido faz amanhã, (25 de Janeiro), 85 anos.
Já estava programado há muito um concerto de comemoração no próximo dia 30 na nossa sede, e dada esta catástrofe no Haiti, decidimos fazer uma recolha de fundos para serem entregues à Instituição que Vª Exª preside. Quisemos também envolver a Junta de Freguesia e o Pároco de Perosinho, e portanto também podemos dizer que esta ajuda para além dos nossos associados será uma ajuda da Freguesia de Perosinho.
Se com esta iniciativa conseguirmos ajudar a salvar uma vida que seja, já nos sentiremos felizes pelo modesto contributo de cada um dos que aí irão estar nesse concerto.
Se Vª Exª ou alguém da organização se quiser juntar a nós nessa npote, será bem vindo.

Cumprimentos,

José Eduardo Alves
(Tlm: 919179721)


De joset a 23 de Janeiro de 2010 às 01:20
Um amigo, apenas.


De Ana Campelos a 22 de Janeiro de 2010 às 22:15
Caro Prof. Doutor Fernando Nobre,
Obrigada a si, à AMI e todos vós outros neste périplo de ajuda ao povo haitiano.
Que o pouco de muitos faça muito para todos...
E que as vossas almas sejam inquebrantáveis e que a vossa força seja indelével nesta labuta de combate à dor, fome e sofrimento destes que, ora, estais a ajudar.
Obrigada pelo que é, e por tudo quanto a AMI faz por todos.
Sempre amiga,
Ana Campelos


De Ana Cristina Aço a 22 de Janeiro de 2010 às 18:18
Uma correcção necessária: abaixo, escrevi um comentário e usei um versículo bíblico fora do seu contexto. Apesar disso, se lido isoladamente são belas palavras. É o que vejo acontecer, é do que precisam os que sofrem e seus ajudadores; coragem, ânimo!

E a fé daqueles que tão pouco têm - até de suas crianças - nos desafia!

Um abraço à todos que por aqui passam.

Ana Cristina Aço


De MCR a 22 de Janeiro de 2010 às 17:35
O que se tem passado nos últimos dias no Haiti, tem sido, para mim, uma luta difícil. Não compreendo o que se passou para que a ajuda internacional em Port-au-Prince demorasse tanto tempo a ser efectivada e operacionalizada. Nos dias que correm, tudo é cada vez mais rápido. A velocidade com que as notícias chegam até nós, mesmo que vindas do outro lado do Oceano; a célere capacidade de resposta que nós, organizações humanitárias, temos, cada vez mais; o envolvimento cada vez mais efectivo e ao minuto, da população que se empenha, que quer ajudar, que tem iniciativas, que doa o que pode. Como pode acontecer que a ajuda, presente no local, tarde a chegar ao destino final? Será só desorganização? Será só falta de segurança? Porque não terão sido tomadas as decisões que cumpria tomar em tempo útil? O que as travou? Que outros interesses poderão estar por trás, para além do único válido: ajudar?
A ajuda humanitária tem que ser operada por instituições. Instituições independentes e livres. Que actuem com o único objectivo de minimizar o sofrimento de povos fustigados por uma catástrofe humana ou natural. Independentes de qualquer interesse político, geoestratégico ou religioso. Livres de qualquer censura de opinião ou de acção. Quando a ajuda humanitária cai, ostensiva ou veladamente, nas mãos de governos ou de outros actores, a sua acção está, naturalmente, inquinada. Porque há interesses. Porque há aliados. Porque há cidadãos que devem ser protegidos em primeiro lugar. Para uma instituição de cariz humanitário, não há cidadãos, há seres humanos. Não há interesses, há uma missão. Não há aliados, há parceiros no terreno. E estas diferenças são em tudo relevantes na prossecução eficaz dos objectivos.
Não sei o que está a acontecer nos bastidores de tão gigantesca operação de “ajuda de emergência” que está a ser levada a cabo no Haiti. Mas sei que ela não está a ter a eficácia proporcional ao seu tamanho. Acredito que muita gente esteja a ser ajudada. Mas sei que milhares de pessoas estão a ser deixadas para trás. Tenho noção de que não podemos resolver o problema no seu todo. Mas estou certa que a montanha está a parir um rato. E não compreendo.
Não posso deixar de fazer aqui referência à resposta rápida que Portugal teve, quer a nível governamental, quer particular e institucional. Gostaria agora que a deixassem chegar a quem se dirigia. Ao nosso país, podem ser imputadas muitas críticas… mas não a falta de solidariedade!
Todas estas questões me remetem para perguntas que faço a mim própria há muito. Porquê tamanha injustiça? Porquê deixar um povo (seja que povo for) votado à miséria durante anos? Porque temos que nos defrontar com frases como uma que li há tempos e da qual não me esqueço: “O furacão Hanna fez 537 mortos no Haiti e deixou um prejuízo de 160 milhões de dólares nos EUA.” Que Mundo é este, quando visto desta maneira? Não pretendo ser demagógica. Mas tudo tem uma explicação. E eu preciso e quero encontrar esta. Porque é que uns são baratas e outros pessoas? Não sabemos já todos que o desespero é irmão da violência? Não é tão fácil perceber que se tivéssemos um filho a morrer de sede, ou fome, ou de uma ferida infectada, que em circunstâncias normais nem sequer seria grave, nos revoltávamos e sim, roubaríamos. Sim, eventualmente nos tornaríamos violentos. Qual é a surpresa?
Porque é que a falta de segurança está a ser limitativa da acção, no actual contexto, quando óbvia? E como é possível não ser debelada, com tantos militares no local?
E porque é que o caos é tal? A pobreza não é uma catástrofe natural. Como muito bem referiu o jornalista João Rodrigues, o Haiti é um fracasso político. Façamos de tudo, para que não seja um fracasso humanitário. Para o Haiti a pobreza é o problema principal. O terramoto foi a catástrofe. Terrível dadas as condições, convenhamos, nada naturais.
Desafio: olhemos à nossa volta. Exerçamos a nossa cidadania. Hoje, quando ainda afectados pelas imagens que não nos deixam dormir, mas também daqui a um ano, ou dois, ou dez. E lembremo-nos que a pobreza também cresce à nossa volta, aqui. Que em Portugal, cada vez há mais pobres. Uma pobreza diferente? Sim. Não tão extrema, nem tão generalizada. Mas pobreza. E pobreza gera violência. Gera, no mínimo, insegurança.


De Clara Poeira a 22 de Janeiro de 2010 às 19:30
Cara amiga,

Aquilo que li no seu comentário corresponde inteiramente às minhas interrogações, mas também às minhas certezas de há alguns tempos a esta parte e que, infelizmente, têm ganho força desde esta última tragédia.
Por isso espero sinceramente que, para além duma explicação, tudo isto sirva para que cada vez mais as consciências despertem e que o mundo não se lembre destes povos tarde de mais para alguns.
Só assim, estou certa, os "poderosos" perderão as suas guerras, e o mundo se tornará igual para todos.

Clara Poeira


De Anónimo a 21 de Janeiro de 2010 às 16:24
Dr Fernando Nobre
Que Deus o ilumine, e à sua equipa, e lhes dê muita força para ajudar este povo sofredor e desesperado, especialmente as crianças.
Que o pequeno contributo de todos nós possa fazer ajudar na vossa difícil missão.


De Telmo Santos Domingues a 21 de Janeiro de 2010 às 15:45
Estimado Dr. Fernando Nobre
Após leitura transversal dos diversos comentários, apercebo-me que a forma de me dirigir particularmente a si, é através da sua secretária. Agradecia-lhe, pois, o obséquio de me facultar essa possibilidade, fazendo-me chegar os contactos que considerar oportunos para o efeito. Em nome da solidariedade, gostaria de lhe apresentar um conceito/projecto que pode interessar à AMI.

Saudações

Telmo Domingues
telmo.domingues@netvisao.pt
telmo.domingues@ipsb.info


De Isabel Mota a 20 de Janeiro de 2010 às 22:26
Boa Noite Dr Fernando Nobre

A ideia partiu do Prior do Milharado, a minha paróquia, e eu levei-a para casa, para a escola da minha filha e para o meu blog.
Trata-se de fazermos um mealheiro, destinado a uma das ONGs que estão no Haiti. O de cá de casa é a favor da AMI, mas na escola da Mariana a ideia foi tão bem acolhida que cada turma irá fazer o seu mealheiro, a partir de uma lata, de uma caixa de sapatos... do que a imaginação quiser. Depois de cheio será depositado num dos nibs destas entidades. Entretanto soube através do meu blog que uma menina em Lisboa, eu estou perto de Mafra vai levar a ideia do mealheiro também para a escola dela. Ela e os amigos vão reunir mesadas e semanadas e no caso dela também a favor da AMI. Sinto um enorme orgulho em ver esta "rede" de mealheiros crescer por vários espaços e um enorme orgulho em estarmos juntos a trabalhar com a AMI. Obrigada por nos inspirarem, recrutarem para causas tão importantes.
Se tiver um tempinho agradecia-lhe que fosse ao meu blog e espreitasse esta ideia dos mealheiros.

http://gato-pintado.blogspot.com

Receba um grande abraço e encaminhe-o por nós para todas as suas equipas espalhadas pelo muito.
Beijinhos, Isabel Mota


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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- "Viagens Contra a Indiferença",
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