Terça-feira, 2 de Março de 2010

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publicado por Fernando Nobre às 13:45
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4 comentários:
De Jorge Roque a 24 de Agosto de 2010 às 16:57
Boa tarde Dr. Fernando Nobre

Que nobre possa ser a sua tão necessária candidatura, digo nobre porque aos anos que eu não me dava ao trabalho de me incomodar a dar o meu voto a tão indigna gente , que nos últimos anos tem governado esta Nação, só por ser mui nobre é que estarei com o meu voto na urna , quando chegar ao seu dia.

Pela tristeza que assiste a alma da minha pessoa como português, farei tudo para que os meus amigos e familiares acordem deste sono que nos incutiram, estes tão honestos políticos que nos governam, para também ao meu lado poderem contribuir para a sua Eleição. Seria um dia tão feliz para mim, como foi o dia 25 de Abril de 1974. Representaria a minha libertação, novamente.

Dirão os desiludidos nesta matéria, mas afinal o que pode fazer um Presidente da República com tão fracos poderes. Muito mal vão as mentes desta tão nobre nação de outrora. Bastaria que não fizesse o que o Senhor Dr. Professor Aníbal Cavaco Silva faz, que é fazer de conta, manda recados, mas quando é para os assumir, passa o lado.
Queremos um Homem (cá estou eu outra vez a escrever homem com H grande) , que na hora certa diga : Não meus senhores fomos eleitos para governar e não para nos governarmos. E, para isso não necessário alterações à Constituição nem uma bomba atómica nas mãos para por qualquer escumalha de politico no seu lugar. Sim é necessário pedir explicações, e não se fazer esquecido das mesmas, ou assar castanhas com elas. A verdade, a Honestidade, o Amor pelos outros, a não vaidade pelo que fazemos por nós, mas sim pelo que demonstramos fazer pelos outros, pela consciência dita Humana, pelo carácter de Homem que sabe a sua missão , quando nasce e agarra uma função em prol dos outros e não em seu prol e dos seus amigos, pela demonstração da oferta da sua vida pelos outros que estão à sua espera. São estes valores que estão em jogo no dia das novas eleições. Talvez seja esta a única oportunidade que o povo português que luta por uma nação digna do seu nome e acredita no valor da Humanidade, tem para dar o seu contributo.

Jorge Roque


De Anónimo a 20 de Abril de 2010 às 22:34
Finalmente o renascer da Esperança, uma Luz ao fundo do Túnel; depois de tantas desilusões e frustrações com o oportunismo e a ganancia dos homens habituais do poder em alternância há mais de 30 anos, finalmente surge no horizonte um homem que nos faz renascer a esperança de poder acreditar em alguém que nos aponte o caminho da dignidade e justiça social.
Obrigado Dr Fernando Nobre por aceitar este enorme desafio, conte connosco.
SE conseguirmos motivar os mais frágeis e desprotegidos a sua eleição está garantida.
pela minha parte conte comigo.
Fernando Teixeira


De Pedro Maximino a 23 de Março de 2010 às 23:18
“O caminho”

A propósito de relatos recentes sobre as falhas de homens da Igreja em questões tão sensíveis quanto as da sexualidade, somos levados a questionar-nos “lato sensu”, sobre as falhas dos homens nos mais diversos campos da sua actuação e uma pergunta se nos coloca “Será este o caminho de Deus ?”.

Não pondo em causa o criador que nos fez à sua imagem e semelhança e seguramente com a melhor das intenções, mas tendo por base a análise das inúmeras falhas que todos cometemos e com os resultados muitas vezes deploráveis que todos constatamos, eu diria que certamente houve desvios à intenção original.

Se não como se explica que ande meio mundo a tentar enganar o outro meio, que sejamos o único ser da criação que mata o seu semelhante sem ser por motivos da mais básica sobrevivência, que sejamos capazes de vender a alma ao diabo por cinco mil réis, capazes de matar, destruir e subjugar pela obtenção de milhões.

Parece que ao homem tudo é permitido em nome de um deus menor, representado pela sua mais vil invenção, o dinheiro, que representa o poder, o poder mesmo de destruir o seu semelhante e quem sabe mesmo se a própria humanidade, em nome da especulação desenfreada e da obtenção de bens que nunca serão suficientes.

O homem terá seguramente que repensar o seu caminho, mais que não seja porque depois de destruir tudo à sua volta de nada lhe servirá a imensa riqueza acumulada com esta visão redutora da sua existência, que acabará forçosamente por conduzi-lo à auto-destruição, e que ninguém pense julgar o outro pois o único caminho é o perdão.

“Será este o caminho de Deus ?”, é este, o caminho do perdão e a rasteira que ele nos colocou foi ter-nos criado assim tão imperfeitos e não à sua imagem e semelhança, para nos colocar perante o desafio supremo do perdão e assim desfeitear o nosso lado agressor que acabaria por nos auto-destruir se a tempo e horas não reencontrássemos o caminho.


De Pedro Maximino a 3 de Março de 2010 às 11:01
É necessário lutar com todas as forças contra os escaravelhos, as ratazanas e as almas penadas.

“A luz ao fundo do túnel”

O túnel era escuro, só conseguia distinguir ténues sombras, mas ouvia claramente os meus passos à medida que caminhava, nada me podia deter na busca daquilo que tinham passado a vida a prometer-me, pensava eu para comigo, uma vida quase inteira na escuridão daquele túnel teria que ter alguma compensação.

A dada altura desta minha caminhada senti o estalar constante do chão debaixo dos meus pés, o que seria, eram os escaravelhos outra vez, coitados novamente esmagados debaixo de mim, mais adiante o roçar de pequenas criaturas pelas pernas, é claro eram as ratazanas do esgoto que desembocava no túnel e com as quais também já me habituara a conviver.

E não satisfeito mais adiante dei de caras com uma alma penada, mas que no entanto me parecera familiar, pois sim era a alma do fantasma que em tempos existira no comboio fantasma da feira popular, do tempo em que houvera feira popular, pois do tempo em que existira povo, agora já não, disso tudo sobrara apenas uma réstia de memória.

Mas na memória ficaram também as promessas sem conta repetidas e que me faziam prosseguir nesta incessante caminhada, ressoando sempre na minha cabeça “não vamos subir o IVA, não vamos subir o IRS, a crise vai acabar, vota em nós vamos proporcionar-te uma vida melhor,...”, e quando já nada o fazia prever avisto uma luz ao fundo que me fez acelerar o passo.

Era o fim do túnel e caio numa imensidão de luz que quase me cegava, parecia agora um túnel mas de uma luz ofuscante, percebi de repente que estava ali o mundo prometido que nunca se concretizara, e então entendi imediatamente porquê, é que a dor causada por toda aquela luz era insuportável, após tantos anos no túnel, que resolvi de imediato dar meia volta e caminhar de novo em direcção à sua entrada.

De novo no interior do túnel lamacento, no convívio com os escaravelhos, as ratazanas e as almas penadas, outrora almas de fantasmas, senti um enorme alívio daquela imensa dor, e senti-me de novo no ambiente que então percebi ser de facto o meu, de tal forma que resolvi nunca mais buscar a luz ao fundo do túnel.


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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