Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Numa altura em que o desgaste de meses de trabalho começa a dar lugar ao merecido descanso para muitos, escolho falar-vos dos viajantes, da riqueza cultural que se adquire com as viagens, da importância de conhecer o outro e de ter um espírito sem fronteiras.

 

Falar dos viajantes como a maior nação do mundo é extremamente aliciante, não obstante ser um difícil desafio tal é a amplitude do tema. Podemos afirmar que desde o início da humanidade o conceito sem fronteiras foi um facto. Só muito mais tarde os agrupamentos humanos se identificaram, se localizaram e constituíram as suas fronteiras delineando os Estados ditos modernos. Até à I Revolução Mundial, que implicou passar do nomadismo ao sedentarismo, efectivamente as pessoas estavam sempre em movimento. Tal era fundamental para a sua sobrevivência económica e implicava contactos extremamente frequentes com outros grupos humanos, também eles em movimento permanente. Se recuarmos aos fenícios, aos gregos, aos romanos, aos visigodos, aos vikings e mais tarde aos portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses e franceses constataremos que todos esses povos foram povos viajantes. Para expandir as suas conquistas, a sua cultura ou o seu domínio militar e religioso estiveram sempre em movimento constituindo sucessivamente impérios, sempre efémeros, forçosamente.

 

A motivação do viajante pode ser diversa. No que me diz respeito, já que penso pertencer a essa nação do mundo que é constituída por pessoas abertas aos outros, e que por isso mesmo tentam estabelecer contactos com outras pessoas estejam onde estiverem, a motivação que me levou até hoje a cerca de 160 países no mundo é sem dúvida a vontade de conhecer as realidades da vivência de outros povos e, na medida do possível, dar o meu contributo no sentido de minorar as carências e o sofrimento que esses povos têm na sua duríssima luta pela sobrevivência.

 

Acho que é fundamental irmos ao encontro dos outros para depois podermos falar com conhecimento de causa de acontecimentos que marcam o andamento do mundo. É fundamental viajar para se formar, para compreender, para entender o que realmente se passa nesta nave espacial que é a Terra e que nos leva a todos para um destino comum. Para mim, é esse conceito do viajante que me interessa, pese embora o facto também de, sempre que viajo, tentar beneficiar das belezas dos sítios que vou conhecendo. Tenho pois também nas minhas viagens uma componente lúdica, turística, de interesse cultural, mas no fundo da questão, o essencial para mim é tentar ajudar o meu semelhante e compreender a evolução global da nossa humanidade e quais os grandes desafios que a confrontam actualmente.

 

A aproximação com o outro é efectivamente o cerne da questão no que me diz respeito enquanto viajante. Uma vez aproximado ao outro e com a perspectiva que já referi, a ajuda e a compreensão, é evidente que de imediato nos vemos mergulhados em questões como a interdependência, a interculturalidade, a tolerância, a aceitação, a miscigenação e a questão da globalização tão popular nos dias de hoje. Costumo dizer que para falar dos acontecimentos contemporâneos não basta ler os jornais e os livros. É fundamental quanto a mim termos tido a possibilidade de nos deslocarmos a essas regiões para podermos testemunhar e compreender os enormes desafios que nelas se levantam. Por exemplo, hoje quando falo do drama humano vivido no Médio Oriente penso ter o direito e o dever de me exprimir e de expressar a minha visão da tragédia humana que lá se vive na medida em que já estive no Egipto, no Líbano, na Palestina, em Israel, na Jordânia, no Iraque e no Irão. Como é que alguém pode em conhecimento de causa falar do conflito israelo-palestiniano sem ter estado na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Israel e sem ter vivenciado a tragédia que aconteceu em Beirute Ocidental, na guerra do Líbano em 1982 e ter presenciado o comportamento belicoso e extremamente perigoso do Sr. Sharon? Sem compreender os receios da população israelita que tem medo de vir a ser expulsa do Estado de Israel ou morrer despedaçada em atentados bombistas de ódio e revolta e sem compreender, por outro lado, a enorme tragédia do povo palestiniano que há mais de 50 anos vive no exílio, com grande parte desse povo vivendo em campos de refugiados em condições infra-humanas (como é o caso na Faixa de Gaza onde num minúsculo território vivem cerca de 1 milhão de pessoas amontoadas sem nenhuma perspectiva de trabalho nem de futuro) não se pode perspectivar uma solução de salvamento e tolerância para esses dois povos irmãos. Os israelitas terão que estender um ramo de oliveira aos seus irmãos palestinianos (e esses deverão cessar os mortíferos atentados) e perceber que os palestinianos já não suportam mais, e com razão, ver o seu território, já exíguo e super populado, ocupado por inúmeras colónias israelitas que controlam não só zonas geográficas mas também as estradas de ligação entre essas zonas, fazendo com que todo um povo se veja encurralado e preso como se estivesse num gueto, tipo gueto de Varsóvia, para já, felizmente, sem uma perspectiva de extermínio do tipo solução final dos nazis alemães.

 

Como falar de África sem ter tido a possibilidade de percorrer aquele continente, como já tive oportunidade de o fazer, tendo estado em mais de 40 países dos 53 que constituem o continente africano?

 

Como falar da tragédia das cidades sul americanas superlotadas com todos os problemas decorrentes de uma urbanidade descontrolada e com uma periferia de favelas em crescimento perigosamente explosivo, sem ter tido a possibilidade de visitar cidades tais como Rio de Janeiro, Lima, Quito, Caracas, La Paz, Tegucigalpa...?

 

Como falar da Ásia nomeadamente da Ásia Meridional sem se ter estado, no Bangladesh, na Índia ou no Paquistão, nomeadamente em Dakha, Bogra, Bombaim, Calcutá, Karachi, Faisalabad…?

 

Sou daqueles que acreditam que um outro mundo é possível. Esse outro mundo mais humanizado, com mais ética, com mais regras, com mais tolerância e abertura, com mais aceitação é possível, mas só se os cidadãos assim o quiserem. Como viajante que sou, pugno efectivamente por uma nova visão do mundo e pugno por uma nova mentalidade do ser humano. Sou daqueles que sonham com a existência de uma cidadania global, com uma única nacionalidade que abrangeria todos os habitantes da Terra e diria mesmo até do Universo. Acredito que a vida é única no que diz respeito à sua sacralidade porque ao longo das minhas inúmeras viagens constato sempre as mesmas necessidades básicas em qualquer parte do mundo. Todo o ser humano procura apenas e só satisfazer as suas necessidades mais elementares, como sejam a alimentação, a habitação, o vestuário, a saúde, a educação, o amor e a fé numa entidade superior que a tudo e a todos transcende, inacessível, independentemente do nome que lhe é dado. Acredito que a grande maioria dos habitantes do nosso planeta é essencialmente isso que procura. É verdade que há uma minoria que ergueu o dinheiro como um deus e que em nome desse falso deus está disposto a tudo, inclusive a matar o seu semelhante. Há uma minoria disposta a tudo para ter um aparente e efémero poder e, infelizmente, tem condicionado os desejos e as vontades da grande maioria da população do nosso planeta. Estou crente que no final será possível termos um mundo de inclusão em que nos sentiremos todos aceites pelas nossas diferenças.

 

Como viajante constato que o que há de mais rico no nosso mundo é a diversidade cultural, etnográfica, folclórica, racial, ambiental e espero que isso possa ser preservado para o futuro da história humana, apesar de estar consciente que há uma fortíssima tendência, negativa porque redutora da riqueza do homem e do seu planeta, para a homogeneização de todas essas diferenças.

 

Resumindo, diria que ser viajante hoje é ter um espírito sem fronteiras, que muitos outros antes de nós já tiveram, mas ter nesse espírito o sentido da preocupação com o outro para ver como, em conjunto, poderemos fazer um mundo melhor. É evidente que hoje os desafios são extremos, estamos numa autêntica revolução mundial que está a questionar tudo, inclusive os nossos valores mais essenciais e compreendo que haja razões para às vezes nos sentirmos completamente desorientados, diria mesmo perdidos. Acredito como viajante que sou que há uma enorme esperança e que essa esperança nesse outro mundo possível reside na capacidade do ser humano se adaptar e corrigir comportamentos desviantes como aqueles que estão a ter lugar hoje, nomeadamente com a questão do terrorismo e dos fundamentalismos de todos os quadrantes.

 

Espero que todos os viajantes do mundo, aqueles que têm um espírito aberto para serem permeáveis a outras influências e culturas, se possam unir no sentido de constituirmos efectivamente a maior nação do mundo e que essa nação seja feita de tolerância, de entendimento, de aceitação, de inclusão e porque não dizê-lo também, de amor e de paz.

Viagens e turismo, sim! Mas solidários!

 

 



publicado por Fernando Nobre às 11:07
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Domingo, 11 de Julho de 2010

No dia mundial da população, reitero o meu apelo e reforço o meu alerta para a necessidade premente de adoptar comportamentos que contribuam para a mitigação das alterações climáticas.

 

Em 2006, estive como convidado numa cimeira das Nações Unidas, em Nova Iorque, com representantes da Sociedade Civil Mundial. O tema dessa reunião era as Alterações Climáticas. Saí de lá assustado, e desde então nunca mais deixei de o estar pois a situação do nosso Planeta tem-se deteriorado de forma acelerada desde então. A questão do aquecimento global é, em termos imediatos e absolutos de urgentíssima prioridade para este início de século XXI.

 

Ainda em Julho do ano passado, como sinal da premência do desafio, participei, na cidade de Gaia (nome da mítica deusa Terra), na qualidade de embaixador da maravilhosa iniciativa “Condomínio da Terra” no ”Fórum Internacional do Condomínio da Terra”. Nele estiveram presentes nomes como Bill Mckibben, perito ambientalista norte-americano de incontestável saber e mérito. O que sobressaiu desse encontro, dezassete anos após a Cimeira do Rio de 1992 e do infrutífero protocolo de Quioto e outras pouco ambiciosas e determinadas cimeiras, como a de Bali e a de Copenhaga, em 2009, é que estamos já sem qualquer margem de manobra se quisermos evitar a previsível destruição do nosso Planeta.

 

Faça-se o que se fizer já hoje, os efeitos do aquecimento global devido à maciça emissão de CO2 e da destruição da camada de ozono, são já inevitáveis para os próximos 20 ou 30 anos. As decisões positivas imprescindíveis que venham a ser tomadas hoje, como por exemplo, a redução significativa das emissões de gazes com efeito de estufa, (e temo que a incompetente e fraca governação global ainda se mantenha prisioneira ou subserviente dos poderosíssimos interesses e lóbis das empresas petrolíferas e outras fontes energéticas poluidoras - carvão, xistos betuminosas…), só surtirão efeito daqui a 20, 30 ou até mesmo 40 anos! O que quer dizer que toda a população do nosso Planeta vai ter que pagar um altíssimo preço por esses desmandos, dignos do louco imperador romano Nero. Já não é só Roma que está a arder: é todo o Planeta! Os efeitos catastróficos de tantos devaneios já estão bem visíveis, salvo para os que lucram no imediato e os pseudo “cientistas” sem ética nem coluna vertebral que, bem pagos por certos lóbis, publicam “estudos” encomendados que apontam para… uma nova era glaciar. Com certeza para daqui a milhares de anos quando a nossa espécie, e as outras, já tiverem desaparecido. Já perceptíveis e visíveis são o aquecimento global. Por cada grau centígrado que a temperatura global subir na Terra, os efeitos catastróficos serão exponenciais. Mais 1ºC é grave, no Nepal a temperatura já subiu 1º C nos últimos 30 anos; mais 3ºC é catastrófico (acontecerá daqui a 30 a 60 anos se não soubermos implementar um novo e sustentável paradigma energético e de consumo); mais 6ºC será possivelmente o fim do Planeta (poderá acontecer daqui a 100 a 300 anos!), implicando a evacuação da população da Terra (no máximo 1 milhão de habitantes) para o fundo dos Oceanos, a Lua, Marte e a Lua de Júpiter (Europa). Aconselho desde já a leitura da Revista “Sciences et Avenir” de Julho 2008 com a entrevista feita ao astrofísico Alfred Vidar-Madjor (pág. 63), Director de pesquisa no CNRS (Centre Nacional de Recherche Scientifique) e membro do Institut d’Astrophysique de Paris. Arrepiante de lucidez e de perspectiva global!

 

Esse aquecimento já está a provocar ou provocará a curto médio prazo:

 

- Degelo do Árctico, Antárctico, Gronelândia, Alasca, Himalaias, … (algumas mentes mais perversas vêem nisso grandes oportunidades para ainda mais chorudos negócios com lucros imediatos e fáceis: navegação pela rota do Árctico mais curta e com seguros mais baratos… e exploração mais fácil e menos onerosa do petróleo e outros minérios do Alasca, Gronelândia, Antárctico). De referir que o Serviço Mundial de Monitorização dos Glaciares, com sede em Zurique, revelou há poucos meses uma brusca acentuação de degelo de todos os glaciares no Mundo. Tal constatação levou a que a China e a Índia decidissem criar um programa de investigação científica comum para monitorizar os glaciares dos Himalaias.

O degelo acentuado e rápido dessas reservas de água do Mundo vai descontrolar as correntes frias profundas dos Oceanos, perturbar a regularidade de rios vitais para centenas de milhões de pessoas (Ganges, Yangtze, Huang He) e deslocar e matar à fome milhões de pessoas que terão de fugir das suas terras, nomeadamente dos deltas desses rios, futuramente submersos! Só no delta do Ganges, estima-se que vivam entre 125 e 143 milhões de pessoas e que dele dependem cerca de 300 milhões. O delta tem uma densidade populacional de 200 pessoas/Km2.

 A subida acentuada do nível dos mares, 1 a 2 metros em 100 anos, submergirá muitas cidades e vilas no Mundo que se concentram nas orlas marítimas e albergam centenas de milhões de pessoas…

 

- A subida global das temperaturas provocará a expansão de doenças tais como a Malária e o Dengue, que regressarão ou se implantarão nas regiões ora temperadas como o sul da Europa;

 

- A alternância de períodos de secas e de chuvas torrenciais, imprevisíveis, aumentarão substancialmente a fome, os refugiados, os deslocados, os conflitos pela comida, pela água ou pela mera sobrevivência em múltiplas regiões do Mundo e não apenas na África já esquecida e tão mal tratada…

 

E porque estamos apenas a entrar num furacão à escala planetária, não somos ainda capazes de abarcar toda a sua amplitude embora já estejamos a ser fustigados por ele.

Na minha infância desaconselhava-se a exposição solar nas praias das 13 às 14 horas e a utilização de cremes protectores era de índice relativamente baixo. Hoje em dia, o período já se alargou: das 11 às 16 horas e o factor de protecção dos cremes aumentou. Para quando a interdição total à exposição nociva das radiações solares cada vez mais intensas?

 

Se quisermos ter um Mundo sustentável, com futuro viável para todos, temos, nós, os ricos, que aceitar apertar o cinto para que eles, os menos ricos ou mais pobres, possam desapertar um pouco o deles! Como referi anteriormente, não podemos exigir aos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e outros, que não se desenvolvam mais sob o pretexto de que vão poluir mais… e esgotar os recursos do Planeta! Que autoridade moral nos assiste para pedirmos, por exemplo, à China para travar o seu consumo energético e o seu desenvolvimento, quando nós (EUA + Canadá + UE) temos sido os grandes poluidores (menos de 1/6 da população e 36% da emissão de CO2) e os grandes predadores dos recursos do Planeta?

É pois de um novo paradigma civilizacional que o nosso Mundo carece e urgentemente!

 

Novo paradigma nas relações Norte – Sul e Ocidente - Oriente e novo paradigma de consumo, de utilização da energia e de outras matérias-primas, pondo à cabeça as madeiras, com a gravíssima e insustentável exploração florestal em África, Ásia, Amazónia… Salvemos os nossos pulmões verdes! É necessário parar com a desenfreada desflorestação e apostar decisivamente nas energias limpas (ou verdes): eólicas, solares, marés, barragens… E sobretudo evitarmos o perigoso caminho da energia atómica! Nesta matéria, Portugal tem todas as potencialidades para se tornar num paradigma positivo e criar uma imagem (ou marca) que sirva de alavanca ao nosso crescimento e à nossa sustentabilidade.

 

Nestes novos paradigmas, que a bem ou a mal se imporão, o Humanismo, Inteligência e Bom Senso terão que prevalecer. Trata-se da Sobrevivência Global e de evitar genocídios com dimensões dantescas. Uma coisa é certa: o nosso Planeta não aguenta que todos os seus habitantes vivam com o nível de vida e de consumo dos ocidentais! Em suma, com a nossa pegada ecológica. Se todos os habitantes do planeta vivessem como nós, os portugueses, seriam precisos dois planetas Terra. A viver como os nórdicos ou os norte-americanos seriam precisos três ou quatro planetas Terra…

 

Então, como fazer?

Temos que aceitar, repito, apertar o nosso cinto para que os outros possam enfim aliviar um pouco o deles porque há muito que andam com espartilhos e camisas de sete varas e já não aguentam mais! Teremos políticos, corajosos e lúcidos que nos ousem dizer claramente isto e exigir que todos, a começar pelo topo da pirâmide social e por eles próprios, façam o que tem de ser feito?

Se assim não for, e a última Cimeira do G8 (Julho de 2009) em Áquila, na Itália, assim infelizmente demonstrou, preparemo-nos desde já e a mais curto prazo do que imaginam, para violentíssimos confrontos globais e um longo período de trevas. Duvido que os decisores actuais, até hoje coniventes com os comportamentos que nos colocaram à beira do precipício, sejam capazes dessa alteração comportamental.

Sem a pressão da Sociedade Civil Global Solidária e o surgimento de uma nova geração de políticos e gestores que se alicercem na frontalidade, ética, valores e bom senso, continuaremos com as estéreis boas intenções. Apelo pois a todos os cidadãos para tomarem consciência e positivamente pressionarem…

 

É por isso que, se for eleito Presidente da República, terei em muito particular atenção a questão ambiental.

 

Abraço!



publicado por Fernando Nobre às 14:14
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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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LIVROS QUE PUBLIQUEI

- "Viagens Contra a Indiferença",
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- "Gritos Contra a Indiferença",
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- "Histórias que contei aos meus filhos",
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- "Mais Histórias que Contei aos Meus Filhos", Oficina do Livro

- "Humanidade - Despertar para a Cidadania Global Solidária", Temas e Debates/Círculo de Leitores

- "Um conto de Natal", Oficina do Livro
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