Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Dia 10 do corrente tive a felicidade de falar para mais de 100 jovens universitários e seus pais, no CUMN, em Coimbra. O tema era "Viagens com...". Falei de felicidade, pois foi o que senti ao dialogar com tantos jovens, com tamanho espírito ecuménico e de servir. É de notabilizar. Saí de lá mais crente e confiante no futuro. Senti nesses jovens o espírito dos primeiros missionários jesuítas, cujo paradigma é São Francisco Xavier, António Vieira, Manuel da Nóbrega.

Aproveito para afirmar a minha admiração e o meu profundo respeito pelos missionários (jesuítas, cambonianos, espiritanos, claritianos...) e as irmãs (S. José de Cluny...) cuja obra espalhada pelo Mundo - e com a qual me cruzo inúmeras vezes - é espantosa.

É essa a Igreja que importa valorizar! Não aquela outra, elitista, intolerante, indiferente, por vezes até política e financeira, que por aí anda há poucas décadas e que esfregou as mãos de contentamento com a liquidação da corrente da Teologia da Libertação, que verdadeiramente fazia sua a mensagem de Cristo.

 

Parabéns aos jovens.

 

Parabéns aos missionários actuantes com espírito tolerante, ecuménico e cristão, porque têm amor para todos.



publicado por Fernando Nobre às 19:54
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8 comentários:
De apadrinhar a 29 de Junho de 2009 às 15:00
Identifico-me com esta notícia e queria fazer aqui uma chamada de atenção às missionárias Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo, que muito fazem, neste caso em Angola, com o pouco que lhes é dado!
Colaboro com elas em 2 Projectos, em Luanda, Projecto Renascer e em Quibala , Projecto Quibala e admiro muito o trabalho que desenvolvem, contra tudo e todos, mas em silêncio!

Gostava de pedir ao mui nobre, tanto de Nome, como pessoa, Exmo. Senhor Dr. Fernando Nobre, que leia o nosso site www.projecto-renascer.org e que nos ajude, no que lhe for possível, principalmente em Quibala !

Muito obrigada, penso muitas vezes em si, como filho desta terra, que tanto precisa dos seus conselhos e presença! Bem Haja por tudo o que tem feito, Manuela Fragateiro!


De Paula Raposo a 14 de Dezembro de 2008 às 09:00
Sobre religião sei pouco. Assim, gostei de aprender algo com o que li aqui. Obrigada.


De zé kahango a 13 de Dezembro de 2008 às 21:29
Saudações de um blogueiro amigo de todos os angolanos!


De Joana Figueiredo a 13 de Dezembro de 2008 às 15:29
Eu tive a felicidade de o ouvir falar de Felicidade no passado dia 10, no CUMN. Eu acredito muito no futuro e na aurora. Tenho também os meus momentos de ânimo e desânimo, mas não posso pensar que os meus trinetos vão viver em Marte, desse modo nunca os terei (aos filhos, claramente).
Ficou-me uma pergunta retida na garganta.
Já tive a felicidade de estar em São Tomé em 2 Verões passados e na Guiné-Bissau em Agosto passado, a tentar ser voluntária, não sei se bem sucedida.
Desta minha última experiência vim particularmente "incomodada" (não sei se será o adjectivo mais indicado) e com muitas dúvidas e questões. O que lhe queria perguntar, enquanto cidadã, futura médica, mulher, é se há estratégias para aquele(s) país(es). Se há estratégias pensadas, estudadas, porque eu só consegui sentir-me impotente por lá, a sensação de quem vai "tapar buracos". Ainda sabendo que só isso é já importante e valioso, não me contenta, não me sacia. Como é que se devolve a esperança aos jovens da Guiné-Bissau? Como é que se trava a emigração? Como é que eu, nós jovens, enquanto partículas, posso/podemos ter um papel activo? Ainda sonho em grande, talvez. Conheço pouco. Mas é inquietante ir e vir, e não saber ao certo de que modo voltar e para quê.
Perder-me-ia a escrever.. não sei se fui clara.
Obrigada
Joana


De O Cidadão abt a 12 de Dezembro de 2008 às 23:43
Cá o Cidadão já, noutros tempos, andou a rebuscar na blogosfera á descoberta de qualquer coisa a ver com o Fernando Nobre e ainda não tinha achado! Será com toda a certeza, um alerta e um constante agitar de consciências nestes domínios! Parabéns pela iniciativa e votos de alcançar o sucesso desejado.


De helena cardoso a 12 de Dezembro de 2008 às 23:23
Neste início do blogue ainda é hora só de elogiar. É enorme a admiração que desperta, pelo exemplo que dá. Fico sempre contente ao receber as cartas da AMI e poder dar os pequenos contributos que, de outro modo, não chegariam aos seus destinos urgentes...
OBRIGADA


De Carlos José Teixeira a 12 de Dezembro de 2008 às 22:50
Sou, por norma, um pouco céptico e crítico quanto às motivações reais do espírito missionário. Algo relacionado com uma desconfiança generalizada em relação ao ser humano e que prefiro não relatar por aqui...
Mas não discuto os efeitos práticos da presença destas pessoas no terreno.
E desde já subscrevo a opinião acerca da diferença entre as "duas igrejas" que refere.
Não sendo crente - por acaso até sou ateu -, tenho ainda assim muita curiosidade em relação aos fenómenos e práticas das associações religiosas - e das religiões - pelo que pergunto:
As presenças de missionários são exclusivas de religiões cristãs ou existem outras representações?
E, já agora, se sim, quais?

Abraço,
CJT


De Fernando Nobre a 31 de Dezembro de 2008 às 15:37
O espírito missionário está presente e activo em todas as religiões embora me cruze mais com os missionários cristãos. De referir que no Hinduismo, Budismo, Judaismo e Islamismo as acções caritativas estão bem presentes e actuantes como pude já constatar em vários cenários de crise pelo Mundo. Abraço.


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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