Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Que ninguém tenha qualquer dúvida: sem a erradicação da pobreza e da miséria no Mundo, e em Portugal, ou pelo menos uma demonstração inequívoca duma vontade política determinada em se avançar decisivamente nesse sentido, a sociedade humana caminhará inelutavelmente para a violência e a insegurança extremadas. Não se trata de futurologia nem premonição mas apenas de um diagnóstico social que receio estar certo.

 

Já o disse e escrevi repetidamente: se não acabarmos com essa grande vergonha mundial, mas também nacional, seremos todos responsáveis pelo advir funesto, cujos sinais, até hoje ignorados e desprezados, já são mais que visíveis.

 

Ou os países ricos desenvolvem imediatamente uma verdadeira política de desenvolvimento em prol dos povos dos países menos desenvolvidos e dos seus próprios excluídos, e exigem sem contemplações nem permissividades o fim da corrupção e da má governação desenfreadas por parte de quem os governa há pelo menos trinta anos, ou então o “caldo está mesmo entornado” e viveremos uma  revolução violenta, que já germina, de contornos inimagináveis.

 

Nada poderá impedir que os famintos se atirem contra as barreiras de arame farpado, de minas ou de metralhadoras que estão a ser erguidas para supostamente defender a nossa fortaleza evitando que eles se sentem à nossa mesa, farta de proteccionismo, de subsídios agrícolas que aniquilam povos esquecidos e nos enfermam numa obscena e mortal obesidade. Os famintos encontrarão, como sempre encontraram na História da Humanidade, líderes para os guiarem nessa caminhada de sofrimento mas sem escapatória. Não tenhamos ilusões: como no passado, nada poderá impedir a caminhada, o êxodo, de milhões e milhões de pessoas para a visão do Eldorado que eles se fazem do nosso mundo quando comparado com o seu mísero mundo quotidiano.

 

Para quem sabe um pouco de História sabe perfeitamente como acabou o decadente e farto, de orgias e de vómitos, Império Romano...

 

Está a Europa, bloqueada por líderes incompetentes e insensíveis escudados na sua visão ultraliberal autista, absolutista e em manifesta falência, preparada para impedir, com acções decisivas, inteligentes e humanistas, que tal aconteça? Tal exigiria uma mudança radical dos seus líderes, do seu discurso e sobretudo da sua acção.

     

Sinceramente duvido. E mais...temo muito que já seja tarde. Alguns pensarão: mais um Velho do Restelo! Enganam-se redondamente. Contrariamente ao que muitos “opinion makers” dizem, quantas vezes sustentados apenas por conhecimentos desfocados porque puramente livrescos e teóricos nutridos por discussões de café tão ociosas quanto vácuas e desfocadas, o que eu digo é sustentado no que observo com preocupação e tristeza nas sete partidas do Mundo há quase três décadas.

 

Se o viajado Infante Dom Pedro (o malogrado de Alfarrobeira) tivesse sido escutado e compreendido na primeira metade do Século XV...

 

Não há pois mais tempo a perder. Como cidadãos globais que queremos e devemos ser, nós os Portugueses, mais do que ninguém, temos que exigir que os Objectivos do Milénio sejam atingidos em 2015 como prometeram os governantes do mundo inteiro na Cimeira do Milénio das Nações Unidas, em Nova Iorque, no ano 2000. Não podemos permitir nenhuma escapatória nem desculpa: se há dinheiro, muitas centenas de biliões de dólares ou euros, para corromper governos, comprar armas e financiar todas as guerras, mesmo as mais espúrias, como a do Iraque, também tem que haver meios para se acabar com essa vergonha imunda, a Pobreza, a Fome, a Humilhação silenciosa e ensurdecedora dos miseráveis que estou farto de observar pelo Mundo mas também no nosso país. Não tolero vê-los morrer como moscas, por fome, bala ou doenças esquecidas, sem um grito porque esmagados por uma, quanto a mim, inaceitável fatalidade. É uma questão de decência. É um imperativo de consciência. Tem de ser A Causa Mundial, tal deve ser também A nossa Causa Nacional.

 

Para alguns estarei a ser, mais uma vez... politicamente incorrecto: ainda bem! Entendo que ao ponto em que a nossa sociedade humana chegou é imperioso gritar, mesmo se forem só gritinhos de rato, e tentarmos ser sobretudo e apenas humanamente correctos. É tão só isso que me move: doa a quem doer. Também me dói a mim ver o que vejo, viver o que vivo... Grito em nome dos famintos e dos miseráveis silenciados e sem voz com quem me encontro, quantas vezes impotente, há tanto tempo e em todos os continentes.

 

O tempo das palavras passou. Eis chegado o momento das grandes opções e da acção.

 

Acabar com a Pobreza e a Miséria, também entre nós, é imperioso, é inalienável: é simplesmente uma questão de inteligência, de humanismo. Só assim poderemos continuar em Democracia, em Paz e em Segurança.

 

TEM QUE SER e, como digo aos meus filhos e a mim próprio, O QUE TEM DE SER TEM MUITA FORÇA.

 

TEM QUE SER. Desculpem-me a veemência e obrigado.



publicado por Fernando Nobre às 11:30
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22 comentários:
De Pedro a 18 de Junho de 2010 às 20:34
Dr. Fernando Nobre, depois de ler o texto digo-lhe que eu também já escolhi há muito. Mas a janela da esperança torna-se cada vez mais estreita. À conta de políticas gananciosas o povo vai sendo cada vez mais exprimido. Os furos nos cintos dos portugueses (como noutros países da UE) já quase dão a volta ao cinto. Eu compreendo e concordo que como cidadãos temos de fazer um esforço para erguer a nossa economia e, consequentemente, o nosso país (pois a borrada já está feita). Mas a GRANDE injustiça que me repugna e a que assisto todos os dias é ver o nosso governo esbanjar dinheiro para as suas mordomias, permitir esquemas inadmissiveis (como por ex. os estatutos da ERSE que permitem que o presidente se demita por sua própria vontade e, ainda assim, tem garantido um subsídio de quantia elevada durante 2 anos) gestores públicos a auferirem salários pornográficos, o governador do Banco de Portugal que remunera mais do que o dos EUA (tal é a riqueza do nosso país),etc, etc, etc... São situações chocantes, ultrajantes e inadmissíveis como estas que me revoltam e a muitos portugueses! Afinal de contas não serão estes cidadãos também? Não terá que haver sacrifício por parte destes também? A meu ver os tambores devem começar a rufar por aqui. Tem que haver efectiva contenção de ambas as partes para podermos encaminhar o nosso futuro e consolidar os principais pilares de uma sociedade justa e equitativa: educação, justiça e saúde. Se quisermos ter um país de que nos orgulhemos, tem que ser! Depois de concertarmos Portugal, poderemos ir entao à "conquista" do mundo, dando o exemplo.
Espero que nao leve a mal este desabafo aqui no seu cantinho.
Os mais sinceros votos de sucesso nas suas batalhas e obrigado por partilhar a sua visão com todos nós.
Cumprimentos


De Anonimo a 3 de Junho de 2010 às 01:04
Boa noite dr. Fernando Nobre gostei bastante do que disse caso necessite de ajuda para a sua candidatura para a presidencia seria um grande prazer dando lhe a minha ajuda.Chegou a hora de dizer basta para algumas pessoas e dar um rumo certo para este pais!


De Pedro Maximino a 25 de Maio de 2010 às 00:07
“Pinho”

Fabrica e vende móveis de pinho, de carvalho, de bétula, de faia, abre hoje a sua terceira loja no nosso país e tem já planeado avançar com mais duas no médio prazo, é pertença do quarto homem mais rico do mundo que resolveu e muito bem investir por estas paragens, terá sido pelos nossos lindos olhos.

Terá sido pelos nossos lindos olhos e não só, pois não é de olhos fechados que se chega a quarto mais, é seguramente com muito trabalho, estratégia, planeamento e integração de toda a cadeia, desde a produção ao consumidor final, mas não só, é preciso saber aproveitar as oportunidades do nosso mundo globalizado.

E no aproveitar é que está o ganho, para já aproveitou desde logo uma página inteira de reportagem num dos semanários de maior tiragem nacional, onde ficamos a saber que terá aproveitado da melhor forma a debilidade do nosso mercado de trabalho, pois conseguiu ter cinquenta e picos candidatos para cada lugar.

Com esta taxa de procura poderia pensar-se que as remunerações seriam atractivas, mas não, fica a saber-se pela mesma reportagem que são de seiscentos euro líquidos já com todos os subsídios e que para meios horários quase chegam aos trezentos, nas mesmas circunstâncias, é saber aproveitar bem estes tempos de crise.

Consegue ainda que um quarto destes trabalhadores, ia dizer empregados mas não, só assinam por quatro meses e depois logo se vê, possuam habilitações superiores, o que diz bem do que é saber aproveitar o momento, para além de ter sabido aproveitar da melhor forma a posição geográfica escolhida.

Não escolheu a China porque a intenção é produzir e vender na Europa, e o custos logísticos desde tão longe e para mercadorias de alguma dimensão não seriam tão atractivos, mas também não escolheu o centro do continente onde os custos laborais já pesam, escolheu-nos a nós não pelos lindos olhos, mas pelas nossas vistas curtas.

Não há que criticar quem assim decidiu em função das variáveis do mercado, são tudo opções que eu também tomaria nas mesmas circunstâncias, o que temos que ponderar é se queremos prosseguir nesta via, de aos seiscentos euros ainda ter que retirar trinta por cento, como já por aí apregoam, façam as contas e depois digam-me se não dão toda a razão ao Pinho quando afirmou, invistam no nosso país que os custos salariais são baixos.


De Pedro Maximino a 24 de Maio de 2010 às 00:01
“Nova petição”

Os deputados debatem o estado da nação a 15 de Julho e na semana seguinte vão de férias, nada mais errado tendo em conta o actual contexto de crise, em que o mundo muda todas as semanas e consequentemente o país também, daí que fosse mais avisado antecipar este debate, por muitas e variadas razões, senão vejamos.

De meados de Junho a meados de Julho decorre o campeonato do mundo de futebol e o país quase irá encerrar para assistir, por isso por muito que o mundo mude nesse período por cá não se irá sentir muito a mudança, assim as principais mudanças irão ter lugar daqui até lá, logo faria mais sentido debater o estado da nação por estes dias.

Com o próprio campeonato do mundo a decorrer para além da paralisação do país certamente que os senhores deputados irão optar por faltar às sessões para assistir aos desafios o que criará uma grande instabilidade nas sessões que se realizam a partir de meados de Junho, o que também joga a favor dessa antecipação.

Muito mais importante que as anteriores é que com a rapidez da mudança e com a direcção que vemos as coisas levar o melhor é mesmo antecipar o debate, senão arriscamo-nos a que qualquer dia já não consigamos reconhecer o estado em que estamos, correndo o risco de a nação ser apenas uma fraca figura dela própria.

E se tudo isto não bastar então devemos seguir o exemplo do nosso irmão Brasil, onde existe já um conjunto de deputados a tentar aprovar a antecipação das férias para Junho para poderem assistir à copa do mundo, com a vantagem dizem eles, de se poupar muito nos custos de funcionamento, pois com a assembleia fechada não existe funcionamento, são capazes de ter razão.

È por tudo isto que em vez dessa petição ridícula que anda para aí a circular para reduzir o número de deputados, devemos fazer outra para antecipar o debate do estado da nação pois é agora que este se justifica e antecipar também as férias dos deputados para antes do campeonato do mundo pois irá evitar muita perturbação na assembleia e tem por último a vantagem de se poupar uns cobres por este período extra de não funcionamento.


De Manuel Rodrigues a 23 de Maio de 2010 às 19:24
Estimado Doutor
FERNANDO NOBRE

Sou professor de Geografia. No decurso do 3º Período de aulas os meus alunos do 9º Ano trataram o tema "A Pobreza no Mundo". Os jovens, talvez pelo mediatismo de todas as suas acções, reconhecem que a pobreza existe, mas para eles é tudo muito longe. Infelizmente é ao pé da porta. Gostaram de elaborar o trabalho e, por força das circunstâncias, buscaram e leram coisas intensas, violentas até. Mas é com as emoções fortes que vão crescendo e conquistando a sua maturação.
Mas o meu mail é para lhe fazer um pedido!
Permita-me subscrever a lista de assinaturas necessárias à apresentação da candidatura de Vª. Ex.ª e encontrar no círculo dos meus amigos, outros que o façam. Mandar-lhe-ei todos os meus dados se e quando o entender por conveniente, mesmo por mail.
Atenciosamente


De Fernando Nobre a 25 de Maio de 2010 às 14:55
Caro Amigo,

obrigado pelas suas amáveis palavras, por chamar a atenção dos jovens para temas fundamentais como a pobreza mundial e pelo seu apoio.

Peço-lhe que consulte a minha página no Facebook (indicada neste blogue) para saber como subscrever a lista de assinaturas.

Abraço amigo,


De Pedro Maximino a 22 de Maio de 2010 às 18:09
“O referendo”

Tanto ou tão pouco já temos sido bombardeados com estas notícias que já estamos fartos de saber, vamos ter que fazer um sacrifício, para salvar o país dizem-nos, e porque não fazer um referendo em matéria tão sensível e que diz respeito a todos nós, se calhar fazia mais sentido que outros referendos de que para aí se tem falado e mesmo que outros já concretizados.

Os três arautos do sacrifício não nos merecem já grande confiança, digo eu, o ministro da finanças já sabemos anda com uma pressa danada em começar a cobrar o tal de imposto, resultante do sacrifício, não percebemos bem porquê uma vez que também já disse que no final do ano o valor cobrado será sempre o mesmo, então para quê essa fobia desatada.

O outro arauto que antes da crise pouco ou nada piava, o governador do nosso pouco ouro, desde de que foi confirmado para novo cargo com mais do dobro da remuneração, o seu sacrifício, não se cansa de apregoar que teremos que fazer o nosso sacrifício, mas não é suficiente e que portanto a seguir virão outros sob a forma de redução de salários ou novos aumentos de impostos.

O terceiro arauto do sacrifício, o nosso PR é mais comedidozinho, pois coitado não tem poder executivo, mas lá vai anunciando que temos mesmo que nos sacrificar, não temos outra opção, mas que não nos esqueçamos de olhar para os mais carenciados, que pelo andar da carruagem qualquer dia somo nós todos e nesse dia ou mesmo já hoje tenho a sensação que estes apelos de tão constantes já caem mais em saco roto que outra coisa.

No meio disto salva-se o nosso primeiro, pessoa de um optimismo incansável e que nos viu como os primeiros a sair da crise, com crescimentos assinaláveis e promissores, e com poder económico para continuar com as grandes obras, antes fosse, mas de tão bombardeado já não consigo acreditar em nenhum, resta-nos então a primeira hipótese avançada, a do referendo.

A ser assim sobra aquela sempre difícil questão de qual a pergunta a formular aos cidadãos, podia ser “Está disposto a sacrificar parte do seu rendimento para ajudar o país a sair do buraco em que o meteram os que agora clamam pelo nosso sacrifício, sabendo que esses mesmos arautos foram responsáveis pelo governo da nau nos últimos vinte e cinco anos, desde os tempos do dinheiro a rodos da CEE, passando pelo pântano e pela tanga, até ao actual pantanal em que nos encontramos ?”, SIM ou NÃO ?


De Pedro Maximino a 21 de Maio de 2010 às 19:50
“Baile português”

Ainda te lembras lutador
Como tudo começou?
Se te esqueceste eu não...
Nosso primeira contenda
Foi naquela fazenda
Em África no Verão

A luta estava a aquecer
A G3 a enraivecer
Construiu-se depois a paz
Para viver em democracia
Extorquir mais não se podia
Mas depois veio a crise e zás...

(Refrão)
Todo o governo gritou
Até o coelho ajudou
Aperta aperta com eles
O fisco sempre a cobrar
O Povo todo a quebrar
Aperta aperta com eles
Nós apertamos os dois
Então ai é que foi
Aperta aperta com eles
A vaca secou de vez
Sem se perceber os porquês
Nesse baile português

Ainda te lembras lutador
Como tudo começou?
Se te esqueceste eu não...
Nosso primeira contenda
Foi numa fazenda
Em África no Verão

A luta estava a aquecer
A G3 a enraivecer
Construiu-se depois a paz
Para viver em democracia
Extorquir mais não se podia
Mas depois veio a crise e zás...

(Refrão) (2x)


De Pedro Maximino a 20 de Maio de 2010 às 23:15
“Desperados”

Aquela era a rua empoeirada no meio do lugar meio abandonado, onde normalmente decorriam os duelos, uma caveira de equino jazia por terra, não se via vivalma naquele fim de tarde encalorado, não minto, havia dois abutres pousados no alto da torre da igreja, cujos sinos de bronze haviam sido roubados há muito.

Sentia-se no ar, ou melhor sente quem está habituado a estes momentos, aquela poeira quente que dá sinal quando algo está para acontecer, ao longe de nascente vê-se uma nuvem de poeira em crescendo e quase simultaneamente do lado oposto avista-se também uma poeirada imensa e bem definida.

Aproximam-se e param ainda distantes, no topo poente é possível ver surgir Desperado Zé, na sua montada, um belo lusitano puro, no colt à cintura os seus reluzentes magnum 45, coronhas em madrepérola, do outro lado acabara de deter-se Zé Desperado, sua mula bem tratada e à cintura as velhinhas colt 45, coronhas de madeira, herança de um tio, também pistoleiro.

A coisa promete, apeiam-se ambos das suas montadas e caminham em direcção um ao outro, sabem como é, perna arqueada e mãos descaídas um pouco atrás do tronco e ligeiramente abaixo da cintura, mas que cena, deixa-me cá esconder atrás desta pipa velha que aqui está bem perto de mim, não vá vir para aí alguma bala perdida.

A partir desse momento mais nada vi, apenas pude ouvir a voz forte de Desperado Zé, venho buscar o meu imposto especial, com retroactivos, ainda ouvi Zé Desperado com voz trémula, estou de tanga Zé, um curto silêncio seguido daquele ruído rápido, quase instantâneo do sacar das armas e dois fortes estrondos, de magnum não havia engano, os colt não tinham sequer podido falar.

Silêncio absoluto, levantei lentamente a cabeça, ligeiramente acima do tampo do pipo, Zé Desperado jazia por terra, no alto da torre vi quatro olhos que brilhavam e Desperado Zé que caia em si, após aquele momento irreflectido, pois tinha acabado com o Zé Desperado, sem sequer cobrar o imposto e ao mesmo tempo tinha acabado com a própria fonte do rendimento, já nada havia a fazer …, soube anos mais tarde lá na grande cidade que só os abutres se tinham safado.


De Rita Loureiro a 20 de Maio de 2010 às 21:06
Boa tarde,

Relativamente ao assunto de que lhe dei aqui conhecimento acrescento mais uma informação que obtive entretanto.

Video em que o jornalista diz que apenas pediu genuinamente ajuda para um sem-abrigo e que pedia desculpa a quem não gostou.

Todos nós vimos o seu pedido de ajuda.

http://www.youtube.com/watch?v=rCKpAToVIoE

Cumprimentos,


De Rita Loureiro a 20 de Maio de 2010 às 20:14
Boa tarde,

Sou voluntária da AMI e deixo-lhe aqui uma informação, a qual já enviei à direcção da AMI, sugerindo uma vigorosa tomada de posição pública.

O acontecimento eu causa teve lugar aquando da final da liga Europa, um dos Clubes era o Atlético, o outro o Fulham. O jogo teve lugar em Hamburgo.

Durante uma reportagem de rua, o jornalista decide humilhar um sem-abrigo ( mendigo é a expressão mais usada nas notícias de Espanha), incitando os presentes, adeptos, a supostos actos de generosidade. Desde colocar dinheiro no prato deste homem, até cachecóis e cartões de crédito tudo valeu. Tudo isto se passou debaixo das risadas cúmplices dos elementos da equipa em estúdio.

Deixo-lhe um link para uma notícia do El mundo, na qual está o video que mostra o que aconteceu, e também o video no Youtube.

Julgo que esta é uma situação que justifica uma tomada pública de posição por parte da AMI que tem carácter universalista e este sem-abrigo tem o direito de que todos sejamos a sua voz!!

Cumprimentos,

http://www.elmundo.es/elmundo/2010/05/15/television/1273936024.html
http://www.youtube.com/watch?v=SyNdmImT0_U


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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- "Viagens Contra a Indiferença",
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- "Histórias que contei aos meus filhos",
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- "Mais Histórias que Contei aos Meus Filhos", Oficina do Livro

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