Terça-feira, 3 de Maio de 2011

Senhor Presidente do Partido Social Democrata, Dr. Pedro Passos Coelho

Senhores Dirigentes dos TSD,

Caras Amigas, Caros Amigos,

 

É com satisfação que estou aqui, neste encontro com os Trabalhadores Social-Democratas, especialmente num dia com tanto significado como é o Dia do Trabalhador. Faço-o na qualidade de cabeça-de-lista dos candidatos do PSD pelo distrito de Lisboa.

 

Mas faço-o, também, porque sempre vi no Trabalho com salário justo, o elemento essencial para a dignificação do ser humano. 

 

Aceitei o desafio proposto pelo Dr. Pedro Passos Coelho, motivado apenas por uma ideia simples mas poderosa: a de que poderia ter um pequeno papel na construção de um Portugal melhor.

 

Por isso, estou aqui para partilhar convosco algumas preocupações mas também confiança e esperança.

 

Nos tempos que vivemos, e muito concretamente neste Primeiro de Maio de 2011, falar do Dia do Trabalhador é falar dos trabalhadores que não têm trabalho.

 

É falar dos 620 mil portugueses – homens, mulheres e jovens – que querem trabalhar e não têm trabalho e, por isso, não têm nenhuma razão para festejar.

 

 

Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos, e dos 620 mil desempregados, 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses, e uma percentagem muito significativa já não tem sequer qualquer subsídio de desemprego.

 

É falar dos milhares de famílias portuguesas que vivem situações precárias, e por vezes mesmo dramáticas, dia após dia, mês após mês e ano após ano, com filhos para educar, filhos para alimentar, numa incrível luta pela sobrevivência e pela dignidade, situações que, a mim, me tocam especialmente fundo - porque sou alguém particularmente atento às questões sociais e humanas e porque pensava já não ser possível voltar a encontrar estes cenários no meu País.

 

Também é falar dos milhares e milhares de jovens sem emprego, cuja taxa é assombrosamente alta nesta faixa da população, acima dos 21%.

 

Jovens recém-formados que não conseguem inserir-se no mundo do trabalho, ou que o fazem em áreas que nada têm a ver com as suas formações e qualificações.

 

Jovens que, cada vez mais, encontram no estrangeiro as oportunidades de carreira e de futuro que o seu País lhes nega, o que constitui uma perda irreparável de força e de talentos cuja pesada factura iremos pagar mais tarde, se não formos capazes de inverter esta nova e preocupante tendência de emigração: Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE e temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos, uma emigração que, pela primeira vez, está a afectar directamente o distrito de Lisboa, algo inédito na nossa história.

 

Isso são factos, e contra factos não há argumentos. Só pode haver políticas adequadas e acção urgente.

 

 

O desemprego é hoje uma das maiores chagas sociais em Portugal. E é também, convém não esquecermos, uma das marcas mais profundas do  insucesso das politicas erradas dos últimos anos. O fracasso de um governo  que antes das ultimas eleições prometeu criar 150 mil empregos, e que em vez disso, o que tem para apresentar aos portugueses é a destruição de mais de 211 mil postos de trabalho.

 

Esta semana, ficámos a conhecer o programa com que a actual liderança do Partido Socialista quer convencer os portugueses de que este ainda é o seu tempo.

 

Não nos espanta que não haja uma palavra sobre os 620 mil desempregados, nem nos espanta que não haja uma ideia nova para reverter esta situação.

 

E não nos espanta, porque simplesmente, a actual liderança do partido Socialista falhou estrondosamente, capitulou e por isso o seu tempo chegou ao fim.

 

A actual liderança socialista quer que o país fale a uma só voz, a voz dela entenda-se, e pela voz dela não existem 620 mil portugueses sem trabalho.

Segundo dizia Einstein, e cito de memória, “com os mesmos homens, com as mesmas ideias e com as mesmas metodologias, chega-se sempre aos mesmos resultados”. Por isso, precisamos urgentemente de mulheres e homens novos, de ideias novas, de abordagens novas e de acções novas.

 

E é também por isso que estou aqui. A minha voz não se submete à ilusão, à fantasia, e à camuflagem cínica da realidade.

Pior do que cometer erros é neles persistir e não os assumir.

Quem assim age não é digno da confiança dos portugueses, nem merece estar à frente dos destinos do País.

 

Chegou o momento das grandes opções e decisões pelos portugueses e por Portugal. Aqui e agora, a minha voz solta o grito da cidadania,  em nome dos que estão inconformados e revoltados com o estado a que o País chegou por culpa da actual liderança.

Por isso dou a minha voz à necessária força da mudança.

 

Minhas amigas e meus amigos, esta é a hora de mudar. É a hora de cada um de nós assumir as suas responsabilidades: as passadas e as futuras. É a hora de encararmos a realidade. É a hora dos portugueses reconquistarem o direito à verdade, à confiança e à esperança.

E esta mudança também tem um rosto e um nome: Pedro Passos Coelho.

 

Um homem com uma visão para Portugal, o único que não tem qualquer responsabilidade política directa destes últimos seis anos de desnorte e desvario e também por isso, o único com capacidade para liderar o País nestas circunstâncias tão difíceis e tão duras, o único capaz de devolver a confiança e a esperança a um País que está desmoralizado e descrente.

 

É pelo Dr. Pedro Passos Coelho que também estou aqui hoje. Por ser um homem com visão de Estado, por ser um homem de coragem, coerente, digno e íntegro e por ser um homem com marcadas convicções e preocupações sociais.

 

O combate ao desemprego e à precariedade que assola muito dos trabalhadores portugueses está, por isso, no centro das nossas preocupações. Ao contrário de outros, não fingimos que esse problema não existe nem lhe viramos as costas.

 

O combate ao desemprego, é uma emergência a que todos devemos acudir e uma causa nacional que todos temos de abraçar. Não com medidas que nunca saem do papel ou que nunca têm o efeito desejado. Mas com políticas sérias e realistas. Com as reformas necessárias e inadiáveis que é preciso fazer, em diálogo e em concertação com os sindicatos, o sector empresarial e a sociedade civil.

 

Para a economia crescer e prosperar, e ela tem de crescer e prosperar para termos políticas sociais dignas e sustentáveis, é preciso o envolvimento de todos os cidadãos.

 

Necessitamos de empresas bem sucedidas. No entanto, não há empresas bem sucedidas sem trabalhadores motivados e empenhados. Mas para termos trabalhadores motivados e empenhados, precisamos de exemplaridade por parte das lideranças, dando o exemplo da transparência e do mérito.

 

Minhas amigas e meus amigos, nunca podemos perder de vista que 620 mil desempregados não são apenas um número, não são simples estatística, não são um mero indicador económico. São portugueses, são pessoas, são cidadãos de pleno direito, como qualquer um de nós nesta sala.

 

Todos temos interesse em assegurar que o mercado seja eficaz e transparente, que recompense aqueles que são honestos e não os que são capazes de iludir o sistema.

Se os últimos meses nos ensinaram alguma coisa, foi que todos sofrem por causa do excesso de alguns. Os portugueses já pagaram que chegue. Chegou a vez do Estado cortar nas suas excessivas gorduras. Um Estado eficaz, “elegante”, transparente, regulador e fiscalizador também é essencial para políticas sociais sustentáveis.

 

Esta também é uma luta para refazer a esperança.

 

A esperança de que, com as políticas certas, os portugueses serão capazes de arranjar trabalho com um salário justo, terão cuidados de saúde acessíveis e de qualidade quando ficarem doentes, poderão educar os filhos, e que no fim de uma vida inteira de trabalho árduo, vão poder reformar-se com segurança e tranquilidade.

 

São esperanças comuns e básicas e encontram-se no centro da luta pela dignidade e humanidade.

 

Este é o tempo de agir! É altura de virar a página! É altura de escrevermos todos um novo capítulo feito de verdade, de justiça, de confiança, de esperança e com futuro, a bem dos trabalhadores portugueses, de todos os portugueses e de Portugal.

 

Convosco, todos juntos com o Dr. Pedro Passos Coelho, vamos conseguir!

 

Muito obrigado!



publicado por Fernando Nobre às 20:48
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14 comentários:
De sofia a 11 de Julho de 2011 às 21:08
Caro Amigo FN,

Estou aqui para lhe agradecer, uma vez mais, pela sua Coragem e Força em tentar insistentemente Ajudar a Melhorar Portugal: foi pela direita e pela esquerda, de todas as formas que achou correctas para avançar com ideias concretas, reais e justas - tudo com a única e exclusiva / verdadeira intenção de ajudar a recuperar a dignidade dos portugueses mais fracos e punir os que não são dignos dos benefícios que têm.

Infelizmente, por alguns foi mal compreendido...mas acredite que para muitos outros, como eu, foi a confirmação de que não está dependente de nenhum sistema para poder oferecer a sua preciosa experiência.
Mais uma vez, quem de direito não percebeu nem aproveitou a oportunidade de ter o apoio da sua pessoa - a sua mente genial e integra, o seu bom coração e a sua infinita força anímica!

Não preciso de lhe dizer para não ligar às injustas acusações que lhe dirigem, pois sei que tem a força e dignidade necessárias para ficar "longe" daquilo que não é verdadeiro - no fundo não o conseguem atingir, além de serem capaz de magoar...

Resta-me desejar-lhe um merecido descanso destas "andanças"...
Sejam quais forem os seu futuros projectos, além da sua ininterrupta missão na AMI, saiba que estarei sempre e incondicionalmente consigo !

Bem-Haja, em nome de todos os portugueses :)
Um Abraço aos Nobres!



De pedro castro a 3 de Junho de 2011 às 19:22
A partir de Domingo, voltarei a acreditar. Força Dr. Fernando Nobre, mais que acreditar em partidos e sectarismos, confiamos nas pessoas de bem, em si confio.Tenha sempre em mente as suas grandes referências politicas e os grandes políticos humanitários que fizeram história: Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Mather luther King. Um forte abraço e boa sorte!!


De Fernando Monteiro a 30 de Maio de 2011 às 19:46
Caro,

Penso que neste momento teremos uma oportunidade única de "dar um golpe de asa" ao PS.

Seria bom que PSD e CDS anunciassem a coligação e / ou a formação de um grupo de trabalho para implementação do Programa de Ajustamento acordado com BCE/FMI/UE.

Isto garantiria confiança aos portugueses e deixaria o PS isolado, pois não tem dado mostras de querer cumprir o acordo, a avaliar pelas declarações que tem proferido.

Bem haja


De nobre a 22 de Maio de 2011 às 19:40
Maria de Portimão

Gostei muito de ouvir o Dr. Fernando Nobre na entrevista com o Luis Goucha. Acho que o Sr Nobre devia vir falar mais na T.V. pois os portugueses precisam de ouvir as suas palavras as suas verdades sente-se que é um homem honesto e é isso que ele transmite.


É a nossa luz que brilha na amargura
É a verdade limpa e pura
É a força a verdade e a sinceridade
É Homem honrado de palavra e honestidade


De nobre a 22 de Maio de 2011 às 19:38
Gostei muito de ouvir o Dr. Fernando Nobre na entrevista com o Luis Goucha. Acho que o Sr Nobre devia vir falar mais na T.V. pois os portugueses precisam de ouvir as suas palavras as suas verdades sente-se que é um homem honesto e é isso que ele transmite.


É a nossa luz que brilha na amargura
É a verdade limpa e pura
É a força a verdade e a sinceridade
É Homem honrado de palavra e honestidade


De Luis Sampaio a 20 de Maio de 2011 às 00:06
dr. Fernando Nobre,
esta mensagem é desprovida de qualquer sentido que não seja a de expressar o que penso de si. é, portanto, livre.
o senhor tem consigo a maior mensagem do que significa a palavra liberdade.
bem haja
Luis Manuel Ferreira Sampaio
Rua de Sabrosa 91 7B
4300 451 Porto


De Anónimo a 18 de Maio de 2011 às 23:44
É com gosto que sou um dos que compreende a "razão do seu apoio" ao PSD e é essa sua lealdade ao TODO que me traz aqui. Seria importante saber qual o ponto de vista do partido, ou melhor, que valor visivel na sua estratégia dá o PSD ao indicador FIB (Felicidade Interna Bruta) de Portugal e os efeitos colaterais imediatos no PIB hense na taxa de juro do TODO económico. Na verdade o FIB JÁ influencia a taxa a que nos fazem os empréstimos. Teremos então que saber como "pagar" com o minimo de infelicidade para todos. O valor dado ao indicador FIB seria o valor que os filhos dos nossos filhos realmente têm para nós. Sabemos que já não é como foi e o que é agora já será, pois então, também no agora está o momento de "como?". Porque isto existe poderia, por exemplo, ser apresentada uma proposta de conversão das instalações da Universidade Indepedente na Universidade de Filonomia Europeia, uma "arca" para o Novo Mundo. Seriam formados novos políticos, novos gestores, em suma, novos Homens. O que estaremos MESMO prontos a fazer em nome do Amor aos nossos filhos e a tudo o que nos é querido? Vós políticos, muito mais tendes de assumir a responsabilidade material, social e espiritual que vem com o poder de falar, fazer e fazer acreditar. Um político deve amar o seu povo e o seu povo deve amá-lo. Assim "A glória do Amor, compreendei-o bem, está na humildade recatada. E as suas delícias, tomai-lhe o gosto agradável, são tormentos ardentes. Não procureis o poder no Amor...pois só os escravos do Amor são homens livres" (Ibn Ammâr). Desejo lhe toda a boa sorte do mundo e que o amor da sua família continue a dar-lhe Força. Que estes comentários ajudem ao crescimento negativo das taxas de juro! *plim!9 Firmo Correia


De Anónimo a 9 de Maio de 2011 às 18:22
A minha confiança em si mantém-se. Quanto a Passos Coelho está sob observação. Espero que não estejamos a ser enganados. Força Dr.


De Mário João Regalado a 9 de Maio de 2011 às 14:26
Dr. Fernando Nobre,

Apertei-lhe a mão, olhei-o nos olhos e votei em si nas presidenciais, convicto de que a política em Portugal estava e está a precisar de cidadãos independentes, honestos e com carácter. Ter aceitado o convite do Dr. Pedro Passos Coelho, surpreendeu-me, mas procurei compreender as suas razões e quero acreditar que deu este passo como oportunidade única de estar numa posição de destaque para moralizar a política.
Conheço muitas pessoas que votaram em si com a esperança de eleger uma verdadeira voz da cidadania para um cargo político extremamente importante, mas que se desiludiram e agora o criticam de todas as maneiras possíveis. Eu continuo a dar o corpo às balas por si e quero continuar a acreditar que o cidadão Fernando Nobre, tudo vai fazer ao seu alcance para mudar o estado vergonhoso e imoral da política portuguesa.
Eu vou votar BRANCO e vou ficar a aguardar os seus actos, para depois fazer o meu julgamento… Boa sorte e coragem.


De Ana Paula a 10 de Maio de 2011 às 18:36
Amigo Mário João,
Permita-me tratá-lo assim e fazer uma observação ao último parágrafo do s/comentário.
O amigo acha que neste momento o voto mais útil é o voto em Branco?
Em todos estes anos em que a taxa de abstenção subiu de uma forma tão exponencial, notou alguma sensibilidade por parte dos politicos ou alguma melhoria no seu acto de governação?
Vai deixar na minha mão ou na de outros eleitores o seu futuro para depois se julgar no direito de reclamar?
Embora todos estejamos na maré da indecisão, não faça como "aqueles" que ficaram de fora da mesa de negociações da Troika e que agora se concentram apenas em "julgamentos" não tendo essa atitude contribuido em nada nem para a defesa dos nossos interesses, nem para a minimização do impacto de tais medidas.


De Mário João Regalado a 18 de Maio de 2011 às 15:00
Ana Paula,
O meu voto é branco e é um voto de protesto contra toda a classe política e contra os interesses que existem por trás de cada partido político. Ainda não vi um único partido político, colocar os interesses de Portugal e dos cidadãos portugueses à frente dos interesses partidários.
Nas últimas eleições legislativas houve quase 100 mil votos brancos e nas últimas presidenciais já foram quase 200 mil. Eu faço campanha pelo voto branco, com o objectivo de um dia serem 3 ou 4 milhões de votos e de existirem protestos pacíficos na rua, para exigir novos políticos, com uma nova lei eleitoral e com novas regras: Uma lei anti-corrupção que acabe de vez com os favorecimentos ilícitos, compadrios, negociatas, jobs 4 the boys , tráficos de influência e com tudo o que existe de obscuro nos partidos políticos e consequentemente no estado.
Será utopia? Para mim, utopia é pensar que qualquer destes partidos políticos vai tomar medidas nesse sentido.
Um voto útil nestas eleições é escolher um mal menor e farto de males menores estou eu, agora quero resolver o problema pela raiz e só assim um dia seremos verdadeiramente democráticos, livres e solidários...


De Ana Paula Costa a 23 de Maio de 2011 às 12:42
Mário João

É claro q não sou alheia aos motivos que o levam a votar em branco e estou de acordo consigo quanto a classe política nunca colocar os n/ interesses acima dos seus próprios.
Se o "Cenário" do país fosse diferente e estivessem a competir os actuais Líderes, até eu francamente poderia ser tentada a seguir-lhe o exemplo.
Supondo q o voto em branco torne a ser ainda mais expressivo nesta eleição do que nas anteriores, no q é q isso poderia beneficiar o País na actual situação em q se encontra? Além de que, eu ainda não senti por esse motivo qualquer melhoria na forma de actuar por parte da classe política.
Respeito a s/ opinião e não é m/ intenção demove-lo do q quer q seja, pois fazendo m/ as palavras do Dr. F.Nobre, o voto a si lhe pertence, mas eu não voto em branco porque a grave situação em q nos encontramos já não é meramente uma questão interna, internacionalmente tem os olhos postos em nós e exigem um governo q dê seguimento aos compromissos assumidos.
Neste momento creio que não nos podemos de dar ao luxo de dispensar os políticos q nos colocaram nesta embrulhada, uns mais q outros, claro.
Depois, ninguém tem q obrigatoriamente de dar um voto útil, PS ou PSD, entenda-se.
Num futuro próximo, se a classe política continuar a não merecer a minha confiança, pode ser q da próxima vez eu o acompanhe no voto em branco.


De JORGE TORRES a 6 de Maio de 2011 às 16:31
Dr. Fernando Nobre,

Está a fazer um ano que decidi apoiar a sua candidatura à Presidência da República, candidatura que tinha como desígnios nacionais, entre outros: a Paz social; a estabilidade e transparência das contas públicas; o reforço da Democracia e da Cidadania, a correcta exploração do nosso mar, uma Justiça célere e equitativa, a Lusofonia global e dinâmica; uma Educação com rigor e excelência; uma política familiar e demográfica; uma política dos solos e ambiental visando o desenvolvimento sustentável e sustentado; e acima de tudo a DIGNIFICAÇÃO da POLÍTICA e do ESTADO.
O Dr. Fernando Nobre, afirmou: "Sou candidato a Presidente da República, impulsionado por imperativo moral, de consciência e de cidadania. Sou contra o sufoco partidário da vida pública. Acredito, sincera e profundamente que um homem livre, só e independente, pode servir melhor o país, nesta altura tão difícil e sensível para Portugal. A minha candidatura é, também, a candidatura dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada."
Perante estes desígnios e afirmações de pura Cidadania, e um percurso de vida como poucos, acreditei na sua Candidatura independente e de verdadeira Cidadania, recolhi assinaturas, manifestei-me publicamente a seu favor e fiz parte da Comissão de Honra da Candidatura.
Quando tomei conhecimento que o Dr. Fernando Nobre estava indigitado como Cabeça de Lista do PSD pelo círculo eleitoral de Lisboa, senti-me confuso, não pelo Dr. Fernando Nobre ser candidato pelo PSD, até poderia ser pelo PS ou CDS, mas para quem afirmou - "Basta de jogos políticos. Existem soluções, mas não com os mesmos que há décadas exercem o poder e são responsáveis pelo desastre económico e social que o País atravessa."- agora faz parte do jogo, passa a ser igual a todos os que criticou.
Em democracia devemos respeitar as ideias de todos, por isso Dr. Fernando Nobre respeito a sua tomada de posição, mas não me impede de a condenar publicamente.
Em jeito de despedida lhe digo trilhe o seu caminho junto dos “políticos profissionais que parecem feitos de plástico. A palavra vale pouco. O dinheiro explica tudo” a frase é sua.
Jorge Torres


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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