Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Parto hoje para o Zimbabué, no sentido de me assegurar que a equipa da AMI que lá irá trabalhar durante 3 meses e que partirá em breve, tem reunidas as condições mínimas para a sua estadia e adequado desempenho.

 

Nunca fui ao Zimbabué. É dos poucos países africanos que não conheço. Mas a população deste país precisa, urgentemente, de ajuda externa. O estado de saúde absolutamente precário em que vive aquela gente, e que a equipa da AMI que lá esteve em Dezembro constatou in loco, é grave. Há cólera. Mas há, infelizmente, mais: há muita malnutrição, há SIDA, há órfãos entregues a instituições que mal subsistem… enfim, uma série de males que fazem da população, como sempre, vítima de regimes, de políticas, da corrupção…

 

Deixo alguns textos programados. Certamente, durante alguns dias, não vou poder aqui responder aos desafios que me são colocados, nem desafia-los a mais uns debates. Mas, quando regressar, terei muito para escrever sobre assuntos que já deixaram de estar na ordem do dia, (infelizmente assim é… tudo é relativo na comunicação social e um grande drama humanitário pode ser facilmente esquecido se outra notícia se sobrepuser… seja a eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do Mundo ou a chegada de Obama à Casa Branca). Quando voltar (dia 20), o Mundo falará deste homem, e só deste homem.

 

Eu, aqui, também falarei do povo do Zimbabué.

 



publicado por Fernando Nobre às 11:31
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36 comentários:
De Nhunguè a 25 de Fevereiro de 2009 às 15:52
Estive no Zimbabwè em 1968, de férias, com um dos meus Tios e duas amigas. Adorei o país, na altura em franco progresso, limpo, organizado e muito belo quer em paisagens naturais quer nas cidades, sobretudo Harare (Ex-Salisbury), que era uma cidade de encantos e de encantar. Por isso, fico muito feliz por podermos dar uma ajuda àquele povo, mesmo uma gota no oceano de necessidades actuais.
Um abraço Amigo
Fernanda Helena


De Anónimo a 15 de Janeiro de 2009 às 20:10
Parecem-me absolutamente injustas as palavras de quem desconhece o trabalho da AMI, quer seja nas suas missões internacionais quer no trabalho que desenvolve a nível nacional (Centros Porta Amiga, Abrigos Nocturnos, Equipas de Rua, Apoio Domiciliário e Residência Social).

Para tal, aconselho, vivamente, uma "viagem" pelo site da AMI, ou quem sabe conseguir coragem para a não acomodação e partir para a acção fazendo algo de útil pela sociedade e pelos que mais precisam!!! Não bastam palavras, as atitudes são bem mais importantes!!!

Bem haja ao Dr. Fernando Nobre, à sua Equipa, aos seus Voluntários!!!

Dr. Fernando, continue as suas viagens, os seus gritos e as suas fotos!!!

Um Abraço Amigo


De Fernando Nobre a 22 de Janeiro de 2009 às 22:23
Continuarei sim meu amigo. Não há força no Mundo que me impedirá de fazer o que decidi fazer da minha vida. Ninguém me obrigou a abandonar a minha carreira universitária nem o exercício das minhas duas especialidades cirúrgicas Fui eu que decidi aos 50 anos, já lá vão 7, dedicar-me exclusivamente à minha missão. Não considero perdidos os 17 anos de estudos universitários passados em Bruxelas (7 anos de Medicina, 5 de Cirurgia Geral e 5 de Urologia). Deram-me as bases científicas e o juízo crítico para olhar com serenidade para a vida. Pese embora certos comentários, e até insultos ou suspeições, EU SEGUIREI O CAMINHO QUE ESCOLHI: É UMA LIBERDADE QUE ME ASSISTE. MAIS NADA! É DEFINITIVO. Abraço meu querido amigo.


De Branca Pinto a 15 de Janeiro de 2009 às 20:05
Dr. Fernando Nobre,

Foi um prazer imenso descobrir o seu blog.
Desde a criação da AMI que foi sempre para mim uma Instituição ímpar, o senhor é alguém que sempre admirei pela entrega e pela frontalidade, tão evidentes neste texto. Passo algumas vezes pela vosa Porta Amiga no Porto e mesmo aí, a capacidade de organização, a dignidade que é dada a cada pessoa apoiada por vós, só aumentam a minha admiração pela forma como operam em todas as frentes.
O título do blog "Contra a indiferença" diz tudo, embora infelizmente poucos ouçam, porque como afirma, quando regressar todos os noticiários falarão de um homem e não dos homens, das mulheres e das crianças de quem nos virá falar, mas nós estamos aqui para ler e passar o testemunho e acredito, sonho que um dia este nosso mundo encontrará uma política económica mais justa, porque esta está na falência como já é evidente.
Muito êxito para a sua missão, esperamos por si.
Um abraço.
Branca


De Fernando Nobre a 22 de Janeiro de 2009 às 22:35
Estou de regresso amiga Branca. Pode crer: sem insultar ninguém, continuarei a dizer o que penso. A minha consciência é LIVRE. Devo-a a todos que não têm voz, devo-a a todos vós meus Amigos, nomeadamente a si Branca, e devo-a aos meus Queridos Pais, Filhos, Mulher e a mim. É simplesmente uma questão de coerência. Abraço.


De Beatriz a 15 de Janeiro de 2009 às 16:28
Sinceramente não me parece que o Dr. Fernando Nobre precise de advogados de defesa, nem neste blog, nem em qualquer outro sitio. De qualquer maneira não me parecem justos nem correctos o teor de alguns comentários aqui deixados.
Sem dúvida que existe muita pobreza em Portugal também, e, possivelmente nem sequer conhecemos a verdadeira dimensão do que neste momento se passa à nossa volta. Mas o mundo não é só Portugal, e as fronteiras do Dr. Fernando Nobre são bem mais abrangentes
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Sinceramente não me parece que o Dr. Fernando Nobre precise de advogados de defesa, nem neste blog, nem em qualquer outro sitio. De qualquer maneira não me parecem justos nem correctos o teor de alguns comentários aqui deixados. <BR>Sem dúvida que existe muita pobreza em Portugal também, e, possivelmente nem sequer conhecemos a verdadeira dimensão do que neste momento se passa à nossa volta. Mas o mundo não é só Portugal, e as fronteiras do Dr. Fernando Nobre são bem mais abrangentes <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Cump</A> . <BR><BR>Beatriz


De Pedro Dias a 15 de Janeiro de 2009 às 13:57
Tanta pobreza que existe em Portugal e anda o senhor a tratar dos probrezinhos lá fora.
Deixe-se destas lamechiches e tenha moralidade senhor.


De Isabel a 15 de Janeiro de 2009 às 14:24
De certeza que o Pedro não se tem informado bem acerca do trabalho que a AMI tem feito em Portugal, e a vida infernal do Dr.Fernando . A AMI tem neste momento onze centros Porta Amiga, distribuídos pelo país, dois abrigos nocturnos, Equipa de Rua, que acompanha os utentes diariamente, Apoio domiciliário aos idosos e um Departamento alargado na área da Acção Social direccionado sobretudo para os problemas de carência do nosso país. Aconselho-o, por isso, a visitar o site da AMI, lá ficará bem esclarecido. Como deverá entender o Dr.Fernando Nobre não se pode multiplicar e estar presente em dois lados ao mesmo tempo. A luta mantém-se constante, e é mais o tempo que ele dá aos outros do que à própria família. Julgo ser-lhe permitido, ao menos, um pouco de "lamechice"!!

Abraço

Isabel


De Anónimo a 15 de Janeiro de 2009 às 18:49
Caro Pedro Dias,
Não sei o que faz ou fez na vida. Mas, para deixar este estilo de comentários, mais vale ficar quieto... senão vejamos:
- O seu argumento é daqueles fáceis... pouco falta para ser um lugar comum. Comparar a pobreza e as condições de saúde que existem em Portugal, com as que existem no Zimbabué é ridículo;
- O Sr. não se informou e, aparentemente, não sabe o que o Dr. Fernando Nobre fez e faz pelas pessoas carenciadas de todo o país, o que torna o seu comentário injusto;
- O Sr. não apresenta um projecto; não traz nada de novo à discussão; não transmite uma ideia nova, um desafio...

... e é exactamente por isso, por atitudes assim, que cada vez teremos mais o que fazer em Portugal.

Reaja. Arregace as mangas. Faça.
Se já reagir, se já estiver a fazer, então, no mínimo, convide quem o Sr. acha que não faz, a juntar-se a si.

O País e o Mundo precisam de gente construtiva. Cada vez mais.




Só mais uma coisa: chama à sensibilidade, lamechice? É que sem a primeira, ninguém ajuda ninguém....


De paula a 16 de Janeiro de 2009 às 09:13
Pedro Dias,
É lamentável que antes de fazer uma critica assim, não se procure informar sobre o assunto para que não exponha publicamente a sua ignorância.
Já agora, dá-me vontade de lhe responder como me respondem os meus filhos, atletas de competição, quando lhes digo que podiam ter feito melhor alguma prova: «queria-te ver!».



De Anabela Simão a 16 de Janeiro de 2009 às 11:03
Sr Pedro Dias;
Tenho muita pena que tenha esta postura e espero, com este meu comentário elucidá-lo e informá-lo melhor acerca a AMI. Acredito que esta sua manifestação esteja relacionada com a falta de conhecimento, uma vez que os orgãos de comunicação social tendem a dar maior visibilidade ao trabalho INTERNACIONAL da AMI.
Trabalho nesta casa desde 1996, no Departamento de ACÇÃO SOCIAL, que havia sido criado em 1994. Ou seja, 10 anos após a criação da própria AMI.
Quando para cá vim existiam a funcionar em pleno 4 Centros PORTA AMIGA dirigidos a ajudar populações carenciadas em Portugal. Actualmente temos 9 Centros espalhados pelo país e mais 2 Abrigos Nocturnos. Os serviços que prestamos são variados e vão desde a ajuda alimentar à integração socio-profissional dos nossos utentes. Temos vários projectos dirigidos a crianças, famílias carenciadas, jovens em risco, sem abrigo, idosos... Temos 2 equipas de rua que vão ao encontro das pessoas que lá vivem e um serviço de apoio domiciliário que vai a casa dos acamados e idosos, tratando-lhes da higiene pessoal e fornecendo-lhes refeições...
Acho injusto da sua parte e dos demais que têm a mesma perspectiva reduzirem a AMI ao Dr Fernando Nobre... É que nos somos uma GRANDE EQUIPA. Ele é só um e por muito que trabalhe não pode fazer tudo sozinho. E não tem culpa de ser interpelado essencialmente acerca de questões externas...
No entanto, posso garantir-lhe que este Departamento existe, e tudo o que posteriormente se contruiu e constói, graças à sua iniciativa e persistência. E à dos profissionais e voluntários que entretanto se juntaram a ele por esse país fora, eu própria incluída. Existem muitas dezenas de pessoas a trabalhar e a esforçar-se todos os dias para melhorar as condições de vida de milhares de portugueses que recorrem aos nossos equipamentos...
Espero ter contribuído para o elucidar e informar, espero que, um dia, possa prescindir de um pouco do seu tempo para colaborar connosco e espero que este meu comentário sirva para o moralizar a lutar contra as causas reais e os verdadeiros intervenientes na degradação da situação do país que não são definitivamente a AMI ou o Dr Fernando Nobre.
Porque não visita um dos nossos equipamentos?
Apesar de considerar que não o fez no sentido certo, faço votos para que se mantenha reivindicativo. A indiferença é que não é nada.
Muita sorte, força e alegrias;
Ao dispor;
Anabela Simão


De Josemir Moura a 16 de Janeiro de 2009 às 19:03
Sr. Pedro Dias,

Vivemos em um mundo em que a corrente de informação circula ao ritmo de terabytes por segundo e quase tudo o que se quer saber está, para 1 bilhão de pessoas, a apenas um clique de distância, como explicar que o Senhor desconheça o trabalho da AMI em seu país? É LAMENTÁVEL!!!
Pois, ainda que esteja a um oceano de distância, o meu sentimento pelo Sr. Dr. FERNANDO NOBRE e pelo seu trabalho foi de total empatia, DE PAIXÃO.... pela sua coragem, pela sua grandeza, pela magnanimidade que traz na alma.
POR QUE SÓ PESSOAS APAIXONADAS CONSEGUEM SE DEIXAR MOVER POR UMA CAUSA TÃO NOBRE!
Sou Brasileira, moro na Bahia , tomei conhecimento
do trabalho da AMI através do blog, logo, visitei o seu portal... e creia, fiquei EXTASIADA!!!! Queria eu ter a honra de ter no meu País homens de boa vontade como Dr. Fernando. Embora, não desmerecendo o trabalho de muitos por aqui, que sei lutam como eu para minimizar o sofrimento alheio, onde quer que seja. O mundo sangra.... pede socorro, seja em África , Brasil, Portugual ou no Zimbabué.... Nós sim, é que temos que seguir o seu exemplo e arregaçarmos as mangas e cruzar as fronteiras... Sou voluntária no meu País há mais de dez anos, e posso te assegurar o prazer inenarrável que isso me traz... tenho também vontade de cruzar o mundo.. sentir de perto a fragilidade de outros povos... AJUDÁ-LOS!!! E tenho certeza, que quando voltar a Portugal meu primeiro local de visita será a AMI. MAS, A PERGUNTA É.. O QUE TEM FEITO O SENHOR , QUAL A SUA COTA DE COLABORAÇÃO? EM PORTUGAL, SEJA LÁ ONDE FOR?


De pedro castro a 16 de Janeiro de 2009 às 22:51
Caro Pedro Dias,
Informo que a esperança media de vida de alguns países Africanos não chega aos 37 anos, penso que em nada se compara com a realidade portuguesa, embora não existindo qualquer dúvida sobre as enormes dificuldades económicas sentidas em muitas famílias portuguesas e não só na nossa sociedade.
Estas inúmeras famílias e indivíduos têm muitas vezes (e ainda bem) o apoio de muitas instituições de "solidariedade social" como é o exemplo da AMI.
A Ajuda e o ser solidário não pode distinguir os Seres Humanos pela sua raça, nacionalidade ou religião , pois nós todos somos feitos da mesma matéria.
Em Portugal não tenho conhecimento de quem morra à fome em África morre-se por falta de tudo.
É preciso agir naqueles que mais precisam.
Um abraço para si.
Pedro Castro


De paula a 17 de Janeiro de 2009 às 12:21
só para complementar o seu comentário no esclarecimento a Pedro Dias - Segundo anunciado em Dezembro de 2008 pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF), o Zimbabué consta da lista das 10 crises humanitárias mundiais mais graves e mais negligenciadas pelos meios de comunicação.

«Mesmo com o país em crise há anos, a situação atingiu os níveis mais alarmantes já vistos, com inflação de 231 milhões por cento, falta de artigos essenciais, repressão de oposicionistas e ainda restrições a organizações humanitárias, culminando com a contestação das eleições em Junho. De acordo com as Nações Unidas, a expectativa de vida no Zimbabué caiu para apenas 34 anos de idade, como resultado de uma pandemia de VIH/SIDA. O pior surto de cólera em anos começou em Agosto e espalhou-se rapidamente, como resultado da infra-estrutura em ruínas do país. O surto, que tem se centralizado em Harare, foi declarado uma emergência nacional no começo de Dezembro.», diz o relatório da MSF.

Talvez se justifique «alguma solidariedade», afinal de contas, como diz, somos todos feitos da mesma matéria, e podiamos ser nós a estar lá, naquela terra!!


De Fernando Nobre a 22 de Janeiro de 2009 às 22:41
A amiga Paula está muito bem informada. Este fim de semana escreverei sobre o Zimbabué. Espero estar à altura. Abraço.


De paula a 22 de Janeiro de 2009 às 23:15
Meu querido amigo, o seu comentário tem um cheirinho a ironia. Estou tão informada quanto uma pessoa que se interessa e se surpreende com o que se passa à sua volta possa estar. Nunca estive no Zimbabwe e o que sei é o que a comunicação social me mete pelos olhos dentro, embora, e como sei que a mesma verdade pode ser vista de várias formas, procure modos de olhar e sentir a mesma realidade diversos também.
É o que faço nos poucos bocadinhos que posso dedicar a mim mesma.
Durma bem e cedo, espero notícias do Zimbabwe, talvez nao seja tão mau como o pintam. Abraço-o também a si.


De Fernando Nobre a 20 de Janeiro de 2009 às 19:13
Caro amigo junte as suas forças às minhas e seremos mais eficazes. Quando me conhecer melhor verá que eu não sou nada de lamechices... Abraço.


De Ernestina Santos a 15 de Janeiro de 2009 às 12:16
Sou apenas mais uma que quer ter o prazer de expressar-lhe a minha admiração pelo trabalho que tem desenvolvido ao longo da sua vida. Venho de um país pobre, Cabo Verde, de onde saí em 1966, mas nunca vi nenhuma das situações extremas que vai ajudando a resolver neste mundo tão desigual e desumano. É um Ser Humano que nos permite continuar acreditar no Homem, que de humano tem muito pouco às vezes.
Cumprimentos e Boa Sorte!
Ernestian Santos


De GorgeousMind a 15 de Janeiro de 2009 às 11:14
Que tudo corra pelo melhor e bom regresso!


De Dr. João Monteiro a 15 de Janeiro de 2009 às 10:28
Sr Dr.
Tenho lido alguns artigos seus neste blog e de facto o Sr Dr. até fala bem,
mas Sr Dr. o povo português está saturado de politicas, demagogias rebuscadas e frases feitas.
Sr Dr. não vá apenas a países remotos tirar fotografias os quais muitos portugueses nem conhecem.
Sr Dr. olhe para a miséria que têm à sua porta, olhe para o Portugal dos bairros sociais, do interior pobre
e verifique por si mesmo a miséria que por ai grassa. Grite bem alto sobre essa indiferença e já agora
tire também umas fotografias.
É o que de mais elementar pode fazer pelos seus concidadãos, pois são eles que lhe pagam
para o Sr. desenvolver a sua actividade.


De Anabela Simão a 16 de Janeiro de 2009 às 11:07
Dr João Monteiro;
Se for de seu interesse informar-se leia o meu outro comentário.
Anabela Simão


De Branca Pinto a 18 de Janeiro de 2009 às 00:55
Se o Dr. João Monteiro lese tudo o que se escreveu para tràs saberia o que a AMI faz no país e as fotografias que são tiradas também por aqui. Ontem mesmo estiva na AMI do Porto e verifiquei com os próprios olhos um dos trabalhos que é feito para além de muitos outros, que é a interacção com outras associações. A AMI não só faz muito porque é talvez das mais bem organizadas e capacitadas Fundações, como ainda ajuda as outras Associações. Nâo sei em que zona do País o Dr. João Monteiro vive, mas pelas afirmações que faz também não deve conhecer a Associação Cais e a revista com o mesmo nome, que é vendida pelos sem abrigo e que é um princípio para a sua integração e dignidade e em que a AMI colabora há longos anos.
Não vale a pena estar a enumerar a longa lista do que esta organização faz no nosso país, se quiser consultar o site da mesma ficará a saber tudo, mas muito mais se visitar pessoalmente e vir as publicações, os balneários, os refeitórios para dar de comer a quem tem fome, as rouparias para agasalhar quem tem frio, os dormitórios, o apoio a famílias pobres nas zonas circundantes que passam para levarem o que precisam, os gabinetes de psicologia e de emprego e reinserção social, o pessoal técnico epecializado e voluntário que empresta uma enorme dignidade àqueles seres ocupando-os muitas vezes, conforme as profissões que já tiveram a arranjar o que nós não queremos e por lá vamos deixando, etc, etc., tanta coisa que o senhor não sabe porque não quer ver.
Para não ter muito trabalho deixo-lhe á mão de semear este endereço para consulta: http://www.ami.org.pt/
Cordialmente
Branca Pinto


De Fernando Nobre a 20 de Janeiro de 2009 às 19:08
Caro amigo João Monteiro embora tarde, por não ter tido acesso ao meu blog enquanto estive ausente junto de outros seres humanos, faço questão de lhe responder para lhe dizer apenas: junte-se a nós, a AMI, ou a outra instituição , ou crie o senhor uma instituição, na luta pela dignidade dos outros estejam eles onde estiverem. Somos todos poucos! Juntemos esforços. Insultar para quê? Como já o escrevi, em vários livros (nomeadamente no livro da Senhora D. Maria José Ritta ), "A nossa Pobreza é a nossa Vergonha". Façamos pois do seu combate uma Causa Nacional. Quer-se empenhar nessa causa comigo? Abraço.


De maria helena teixeira a 23 de Janeiro de 2009 às 03:38
De entre os muitos tipos de seres vivos, com que somos obrigados a conviver, existem alguns que temos de exterminar, para sobreviver (virus, microbios, fungos, bactérias...), outros que temos de tolerar enquanto desconhecermos o mal que nos fazem ( saprófitas, parasitas,vermes...) outros, seres a cuja categoria julgo pertencer este, em apreço, que temos, pura e simplesmente de ignorar, são apenas potencialmente perigosos...mas não passam disso!! Não corres nenhum risco Fernando Nobre. São unicelulares....


De Ana Isabel Silva a 14 de Janeiro de 2009 às 23:53
Boa noite!
Espero que essa viagem corra bem e que consigam, em pequenos grandes gestos, fazer a diferença. Um grande amigo meu faz parte da equipa que irá partir. Como lhe disse, e reflecte também o Dr. nestas palavras, é um país que precisa... precisa que se arregacem as mangas e que alguém se importe. A AMI, como sempre, soube ouvir os apelos da população que vive nestes momentos dias difíceis, debaixo de um regime político que não permite grandes mudanças...
Bom trabalho!


De Fernando Nobre a 20 de Janeiro de 2009 às 15:39
Meus muito queridos Amigos regressei do Zimbabué. Prometo que escreverei um post sobre esse lindo mas trágico país onde a AMI está a tentar dar o seu contributo com o apoio inexcedível do nosso Embaixador e Amigo Dr. João da Câmara e do IPAD (a César o que é de César!). Deixo-vos aqui apenas um cheirinho do descalabro financeiro e cambial: dia 17 do corrente foram lançadas notas de 10, 20, 50 e 100 Triliões (trilião= um milhão de milhão= 12 zeros) de dólares locais. Dia 17, dia do lançamento, a nova nota de 100 "valia" 1000 USD. Dia 19 já só "valia" 60! É assim e mais comentários para já não são necessários. Até breve. Estou um pouco cansado: foram 24h e três aviões para chegar a casa. Grande abraço a todos.


De Fatima a 14 de Janeiro de 2009 às 21:28
Cá ficamos à espera das noticias que nos há-de trazer.
Votos de boa viagem e que os objectivos sejam alcançados.


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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