Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Regressei do Zimbabué dia 20 deste mês. Questões pessoais, saúde de uma das minhas filhas, impediram-me de escrever este texto mais cedo.


Como tudo na vida, a História deste país nunca foi preta ou branca, sempre cinzenta...
A tragédia que assola este país (desestruturação do Estado, inflação inimaginável superior a 300 milhões de % em 2008, ditadura, fome, SIDA, cólera, desemprego massivo, desesperança tremenda…) é o resultado de uma colonização e descolonização desastrosas, de uma falta de bom senso gritante nas relações políticas e pessoais entre o país e a sua ex -“potência” colonial, e vice-versa, e de uma desgovernação tremenda por parte de uma liderança africana que teme o seu futuro caso tenha que deixar a cadeira do aparente poder…


Numa visão panorâmica sucinta da sua História mais recente, e por isso sem revisitar a sua pré-história (nem a possível origem dos hominídeos…) nem a história dos seus reinos pré-coloniais, bastará relembrar meia dúzia de factos:


- Cecil Rhodes, ao ocupar o que são hoje a Zâmbia e o Zimbabué (depois Rodésia e mais tarde Rodésia do Norte/Zâmbia e do Sul/Zimbabué) impediu a concretização do sonho português, o bem conhecido “Mapa Cor-de-Rosa”, que consistia em juntar numa faixa, do Atlântico ao Índico, Angola a Moçambique. Este facto, no imediato início do reino de Dom Carlos, terá contribuído para o fim da Monarquia em Portugal, sem culpa nenhuma do Rei Dom Carlos, diga-se de passagem.


- Sob mandato do Reino Unido, em 1961, foi criada uma constituição que favorecia completamente os brancos no poder na Rodésia do Sul (a Rodésia do Norte tornou-se independente com o nome de Zâmbia).


- Em 1965 o poder branco, liderado por Ian Smith, declara unilateralmente a independência. Nasce então a nova Rodésia, branca e racista, não reconhecida pelo Reino Unido e pela Comunidade Internacional, os quais exigiam mais direitos para a população negra.


- Em 1979 ocorrem finalmente eleições livres, após um período de sanções das Nações Unidas e de guerrilha, e nasce o Zimbabué, declarado independente em 1980, no seio da Commonwelth, com Robert Mugabe como Primeiro-Ministro. O mesmo torna-se Presidente em 1987 e, desde então, lá se mantém.


- O caos começa a instalar-se no país no ano 2000 quando Mugabe começa a sua campanha de redistribuição das terras. Essa campanha, que tinha a sua razão de ser (até aí uma ínfima minoria de agricultores brancos continuava a deter a grande maioria das terras agrícolas) foi infelizmente conduzida da pior maneira por parte de todas os interessados (governos do Zimbabué e do Reino Unido e agricultores brancos) que não souberam defender nem salvaguardar os seus “legítimos”, “justos” e “éticos” interesses nem salvaguardar os superiores interesses do país e das suas populações.
Faltou-lhes um De Klerk e um Mandela e alguém no Reino Unido que conhecesse África, tivesse tacto e sensibilidade e soubesse não derramar óleo no fogo, servindo de elemento moderador e conciliador…


- Podia-se e devia-se ter feito, se bem negociada, uma reforma agrária com bom senso, gradual, com cabeça tronco e membros, com adequada e atempada formação dos agricultores negros, até aí, diga-se em abono da verdade, espoliados das melhores terras do país…


- Infelizmente para o povo do Zimbabué, todas as partes em causa, quando era necessário calma, racionalidade, sangue frio e interesse de Estado, reagiram sobretudo com emoção, egoísmo, ambições, por vezes turvas, e ultrapassados e infundados argumentos históricos…


O resultado está à vista: um profundíssimo descalabro que, como sempre, gravemente penalizou um povo inocente. Lá diz um provérbio africano: “Quando dois elefantes andam à bulha, quem se lixa é o capim…”. Assim foi, continua e continuará a ser...
A desastrada reforma agrária levada a cabo só serviu a uma classe política e militar altamente corrupta que se apropriou das terras sem nada produzir… e exilou muitos agricultores brancos que partiram para a Austrália, Nova Zelândia, Moçambique, África do Sul, etc.


Hoje, vive-se uma situação económica e social inimaginável: numa população de 11 a 12 milhões de pessoas, cinco milhões vivem da ajuda alimentar das Nações Unidas, quatro milhões são emigrantes nos países vizinhos (África do Sul, Botswana, Moçambique, Zâmbia e …) para sobreviverem e permitir o sustento dos seus familiares …


Em termos cambiais, apenas três exemplos: - no ano 2008 foram tirados vinte zeros às notas… - dia 17 deste mês foram lançadas as notas de triliões de dólares do Zimbabué: no dia do lançamento, dia 17, a nota de 100 triliões (um trilião = um milhão de milhão) “valia” 1.000 USD para dois dias depois, dia 19, já só “valer” 60 (hoje é possível que só “valha” 2!) – já se fala em lançar notas em ziliões (?), notas com 60 zeros…


Em termos políticos, entre o ZANU-PF e o seu líder o Presidente Robert Mugabe, líder histórico da independência, e o MDC e o seu líder Morgan Tsvangirai, o impasse é total. A última ronda de negociações começada dia 19, ainda eu lá estava, terminou em mais um rotundo fracasso.


Em termos humanos o resultado é, como se depreende de tudo o que já expus, uma tragédia. Mas como o Zimbabué não representa nenhum interesse vital para a liderança global, nem em termos geoestratégicos nem comerciais (petróleo, coltan, urânio, diamantes…), a dança macabra para as suas populações vai poder continuar…
 

Espero que a nova liderança nos EUA se empenhe aqui, como na Região dos Grandes Lagos, na Somália ou no Darfur, na resolução desta catástrofe humana.
Para que tal resulte será necessário, nomeadamente, dar ao Senhor Mugabe a garantia que ele não vai acabar a sua vida como um cão com sarna… como aconteceu, por exemplo no Zaire, com o Mobutu que, após ter bem servido a quem mandava, foi descartado sem dó nem piedade, ainda que padecendo de um cancro em fase terminal na próstata (salve-se a honra de Hassan II de Marrocos que o acolheu para morrer), em nome das cínicas relações e dos espúrios interesses da “real” diplomacia internacional…


É neste cenário que a AMI partirá muito em breve para prestar auxílio humanitário na Diocese de Gokwe, com cerca de 600 mil pessoas, a uns 300 km de Harare… É essa a sua missão.

 

 

PS: Aconselho a que leiam o excelente artigo, da corajosa e exemplar jornalista Alexandra Lucas Coelho (que gostaria de conhecer), publicado hoje sábado 24-01-09 no Jornal Público. É um violento murro no estômago de qualquer ser humano. Só as bestas não se sentiram, ou não se sentirão, arrepiadas de horror ao ler o seu relato. Fala do Gueto de Gaza. Os nazis praticaram também esse género de horrores no Gueto de Varsóvia. É de verdadeiro terror que se trata. Em nome da Humanidade ACUSO de CRIMES CONTRA A HUMANIDADE as forças militares e os governantes que executaram e permitiram tamanha barbárie. Doa a quem doer. E não me venham com cantigas por favor! Leiam antes o artigo!


TRATA-SE DE UM IMPERATIVO DE CONSCIÊNCIA EM NOME DOS SERES HUMANOS! TODOS ELES: SEJAM QUEM FOREM, ESTEJAM ONDE ESTIVEREM E SEJA QUANDO FOR!


 



publicado por Fernando Nobre às 10:11
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37 comentários:
De paula a 5 de Abril de 2009 às 00:05
AMI – Margarida
Desculpe se uso este espaço.
Não é meu costume fazer notar só aquilo com que discordo mas sobretudo dar os parabéns quando admiro um trabalho, um empenho, um esforço em lutar por um ideal ou objectivo.
Mais uma vez, e como uma pessoa comum, quero deixar a impressão que fica a quem recorrer à página da AMI para compreender e seguir o vosso trabalho.
O vosso espaço está cada vez mais elucidativo e acessível. Estão de parabéns! Desde que visito a página, o que senão diariamente, semanalmente pelo menos, há sempre um acrescento ao nível das vossas acções e enquadramento no mundo, além de sensibilizar, educa e informa.
Parabéns aos responsáveis.
paula


De Jorge Delfim a 13 de Março de 2009 às 21:22

'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...'

Martin Luther King


De paula a 5 de Março de 2009 às 11:17
Desculpe a observação, aqui a despropósito, talvez, mas a página da AMI, não tem lugar para observações (pelo menos não encontrei). Refiro-me à imagem que têm na «Campanha de emergência» é aterradora, nem dá vontade de ler… até sonhei com aquilo, na minha opinião aquilo não simboliza o povo doente do Zimbabué, faz lembrar uma tribo de canibais…
Isto para dizer, que talvez haja outras formas de sensibilizar, mais reais, mais naturais, mais próximas – é só uma sugestão, não leve a mal.
paula


De Margarida a 5 de Março de 2009 às 15:55
Paula,

As campanhas da AMI são desenvolvidas por uma agência que, gratuitamente, as concebe. Esta campanha específica, a que se refere, foi feita com máscaras (peças de artesanato) do Zimbabué. São assim as máscaras. É característico do país. E, se lhe ficou na memória, é bom sinal, para uma campanha de comunicação. É sinal que marca quem a vê, sem se recorrer a imagens miserabilistas ou chocantes. É apenas uma peça de artesanato, do país em causa... se a sensibilizou, imagine se puséssemos um rosto de uma criança ou mulher doente...
De qualquer forma, nunca, nada, agrada a toda a gente, não é?

Esperamos que, mesmo assim, contribua!

Obrigada!
Margarida


De paula a 5 de Março de 2009 às 20:22
Margarida,
A minha intenção ao fazer o comentário não era menosprezar o trabalho de quem o fez. Foi simplesmente transmitir a ideia que ficou da vossa publicidade numa pessoa comum. Na minha opinião, as «imagens miserabilistas ou chocantes» mostrarão provavelmente a realidade, que existe, e para a qual se quer pedir ajuda.
Realmente nunca nada agrada a toda a gente, concordo consigo. O importante é que a AMI consiga o seu objectivo.
Obrigada pelo seu tempo.
paula


De Margarida a 5 de Março de 2009 às 22:21
Percebo que a sua intenção não seja menosprezar o trabalho seja de quem for e, confesso, nunca pus isso em causa. Apenas a tentei esclarecer acerca do profissionalismo de quem concebeu a campanha. O que não quer dizer que a ideia subjacente seja infalível (aí está outra coisa que quase nada é...). A AMI tenta não fazer campanhas através da exploração de imagens, que apesar de realistas, são negativas. Tenta-se que sejam campanhas diferentes, positivas, mas igualmente marcantes.

O objectivo da AMI nunca será atingido, infelizmente...
Mas todos os dias se faz para se ficar mais perto disso.

Boa noite e obrigada pela observação.
Margarida


De paula a 5 de Março de 2009 às 23:20
Para terminar, Margarida, não considero «exploração» a exibição de imagens que sejam realistas e actuais, mas é só a minha opinião, nada mais, irrelevante. Se são negativas, mostrem o lado positivo, que é o resultado do vosso trabalho. Tanto que têm para mostrar!
O objectivo da AMI nunca será atingido, como o das dezenas de ONGs que há por esse mundo fora, mas como diz D.Tutu, com a sabedoria que a idade e a experiência lhe dá, «a bondade a generosidade e a solidariedade prevalecerão». Cada um que faça o que pode com a capacidade que tem. O meu tempo é maleável, moro em Vila de Conde, se for útil, a Margarida disponha.


De Nhunguè a 25 de Fevereiro de 2009 às 16:21
Não, não li o artigo sobre Gaza. Quando saí de Angola e depois da independência, durante muitos anos acordava a chorar com a tristeza dos horrores feitos àquelas gentes em nome da política e do grande capital mundial. Não conseguia ver as reportagens, a dor que sentia era demasiada, transformava-se em noites sem dormir, atormentada... Qualquer monstruosidade perpretada em nome de Deus, da Política ou do Capital, seja qual for a razão, é demasiado dolorosa e inconcebível de compreender por mim. Acredito firmemente que o amor e a solidariedade vencerão todos os ódios e prepotências e que, um dia, haverá verdadeira paz e abundância para todos os seres humanos no planeta Terra. Por isso, estou cem por cento a seu lado, Dr. Fernando Nobre, e de todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, procuram minimizar o sofrimento da humanidade e mudar os corações para que a paz reine finalmente entre os homens.
Mas sou cobarde, não suporto a dor de ver tanto sofrimento gratuito. Ainda bem que há pessoas como o Dr. Fernando, fortes e corajosos, que conseguem caminhar no meio de horrores espalhando bâlsamos de amor e paz.
Um abraço
Fernanda Helena


De sameiro a 28 de Janeiro de 2009 às 20:29
Olá a Todos e um especial olá para o Dr. Fernando Nobre.

Li o artigo recomendado "Alexandra Lucas Coelho" e a minha mente ficou transtornada.

Aquela zona do Médio Oriente tem andado sempre em guerra - desde o tempo das Tribos de Israel - ou antes. Estão envolvidos numa teia de dor e ódio que não sabem como sair dela.

Há quem diga (eu acredito) que cada um de nós, no acto da fecundação escolhe o local, os pais e a vida que quer ter.

Quem me diz que estes que hoje sofrem horrores e fome, não fizeram sofrer outros em tempos? Agora eles escolheram passar mal para ver como dói

Tudo vem registado na nossa memória genética no acto do nascimento.

Já vi várias vidas passadas minhas (umas 90) e vi que numas fui uma boa pessoa e em outras muito mau (má): carrasco, grande pulha, eu até estrangulava crianças.

(Uso este método como terapia, para limpar os meus conflitos interiores e me sentir bem comigo mesma).

Para pagar as minhas maldades, escolhi vir como vitima: pobre, de morrer esfomeada, escrava (nesta fizeram-me passar por horrores). Em muitas fui à forca e em outras, mandaram-me o pescoço para longe do corpo com um facalhão.

Descansem, que nesta vida sou um doce de pessoa, é só paz e amor. Pratico meditação desde tenra idade, faço reiki em mim e aplico também aos outros.

Se a humanidade soubesse que nada se cria, nada se apaga com a desencarnação (a morte não existe), nós não fazíamos mal ao outro e procurava-mos sentir o significado da palavra "irmão" e punha-no-lo em prática.
Mesmo que esse irmão faça o papel de pulha comigo (eu não o mato, embora por vezes me apeteça) mas tenho métodos pacíficos de mentalização para o "dobrar" e colocá-lo no local dele.

Actualmente há pessoas que fazem cursos em que ensinam a fazer limpeza pessoal, aos outros e ao planeta. Recomendo a Alexandra Solnado; Renaskigi (Robin)
Há também pequenos grupos que se juntam para mandar energia ao planeta.
Podem começar já. Quando lerem ou ouvirem alguma noticia desagradável, limpem-na com chuva prateada, imaginem tudo preteado (as pessoas, o local, o país). Depois imagimem a cena mudada: tudo limpo, tudo pacifico. Não quer dizer que não assinalem o acontecimento.
Agora vem a parte pior: falem da noticia como se já estivesse mudada, transformada, limpa, pacifica.

Lembrem-se que os nossos pensamentos não ficam parados, eles juntam-se ao pensamento colectivo.
Se a colectividade pensar mal, sentir ódio, for negativa, nós absorvemos esse ódio, essa negatividade, passamos a ser negativos também.
O contrário também é verdade: se pensar-mos positivamente, se espalhar-mos amor, as pessoas vão sentir-se bem.
Agora, a escolha é Vossa.
Por hoje a lição fica por aqui.
Visitem o site: www.elan vital.pt e oiçam palavras de paz. Suavizem o vosso coração e acalmem o Vosso espirito.
Agora que descobri o significado da palavra fraternidade, posso dizer: EU AMO-VOS MUITO. A Paz ESTÀ CONVOSCO. SINTAM-NA
Sameiro



De Sofia Montenegro a 27 de Janeiro de 2009 às 22:34
Caríssimo Dr Fernando Nobre, quero dizer-lhe que tenho uma enorme admiração por si, pelo seu percurso de vida. Tenho uma enorme paixão por Àfrica e conheço alguns dos seus problemas e sinto uma enorme vontade de ajudar o q tenho feito (infinitamente menos do q devia) em pequena escala a título individual. Estou inscrita na bolsa de voluntários das Nações unidas, mas nunca fui chamada(sou prof de Biologia). Quero fazer muito mas acabo sempre por fazer muito pouco. Por si só poderei ter sempre a maior admiração e inspiração! Parabéns por ser quem é, um abraço com amizade Sofia Ps_o seu livro Viagens contra a indiferença é profundo, rigoroso, inspirador, enfim, OBRIGADA!


De Fernando Nobre a 28 de Janeiro de 2009 às 08:16
Obrigado amiga Sofia. Nunca desista pese embora por vezes tenhamos todos vontade de o fazer. Abraço amigo.


De António a 26 de Janeiro de 2009 às 17:03
Quando há grandes tragédias humanas,sejam elas em Gaza,no Ruanda ou no Zimbabué,quem acredita em Deus e quem também não acredita,costuma formular esta pergunta:Onde está Deus que não O vemos ? Como crente,encontrei a minha resposta:Deus está em todas as Madres Teresas de Calcutá que se condoem com o Sofirmento Humano e fazem algo para o erradicar ou minorar.Em todos os não crentes que actuam na bondade consequente de socorrer a desgraça alheia.Está na AMI e está no Dr. Fernando Nobre.Onde é que Ele não está ? Não está em todos quantos O cativam. E quem é que O aprisiona ? Todos nós ,crentes ou não crentes, que nos insurgimos contra a Sua aparente ausência,mas que não saímos do nosso egocentrismo para fazermos aquilo que outros fazem altruisticamente.Não tenho a menor dúvida de que muitos que foram e são tratados pelo Dr. Fernando Nobre viram Deus nas suas mãos protectoras.Porque Ele nâo é uma abstracção.Mostra-se em todos os exemplos e Bondade Humana...


De Fernando Nobre a 26 de Janeiro de 2009 às 22:31
Assim também O entendo. Só assim conseguimos encontrar forças para tentar sobrepôr o Optimismo da Vontade ao Pessimismo da Razão. Obrigado e abraço.


De MAlbertina F.S.Silva a 26 de Janeiro de 2009 às 11:08

LI A REPORTAGEM DE ALEXANDRA L. COELHO.
A QUEM TIVER TEMPO, SUGIRO UMA PASSAGEM POR
htt://www.nodo50.org/ e veja o vídeo musical SOLIDARIEDAD COM PALESTINA.
IMAGENS QUE NUNCA DEVERIAM EXISTIR. MAS PORQUE EXISTEM NÃO DEVEMOS ESQUECER NEM PERDOAR.
O QUE ACONTECEU EM GAZA-- E NÃO SÓ--- NÃO PODE VOLTAR A ACONTECER!!!
A QUE DEUS REZAM ELES QUE NÃO OS OUVE, QUE NÃO NOS OUVE??

NUM DIA TÃO CINZENTO, HAJA UM RAIO DE SOL QUE NOS ILUMINE. QUE NOS DÊ A TAL LUZ QUE ,AINDA NEM NO FUNDO DO TÚNEL VISLUMBRAMOS.

COM AMIZADE
Tina


De Fernando Nobre a 26 de Janeiro de 2009 às 17:40
Mas a Luz existe: basta procurá-la! Não há trevas que resistam! Para a frente está o Caminho. Força e abraço.


De Pedro Castro a 26 de Janeiro de 2009 às 00:57
Depois de ter lido o seu post e o artigo da jornalista Alexandra Lucas Coelho, só tenho a comentar o seguinte:
Tanto líder que deveria estar preso....., como é possível a tantos Homens que estão no poder, tanto mal tratarem o seu povo? Feita a comparação, como é possível um pai tão maltratar os seus filhos?
O mundo não deveria de ser assim.
Obrigado Dr. Fernando Nobre pelo seu testemunho e por fazer-nos acreditar que um dia viveremos num Mundo bem melhor!
Um forte abraço
Pedro Castro


De Fernando Nobre a 26 de Janeiro de 2009 às 11:44
É essa esperança que me mantém vivo... Abraço.


De MAlbertina F.S.Silva a 25 de Janeiro de 2009 às 22:26
CONFESSO QUE, DESTA VEZ , ME SURPREENDEU,DR. FERNANDO: COM AS DUAS ÚLTMAS FRASES.
1-SEM A PRESUNÇÃO DE QUE FOSSE PARA MIM A FRASE "NÃO ME VENHAM COM CANTIGAS", MAS AO MESMO TEMPO COM ESSE MEDO.POR USAR ALGUMAS VEZES,EXCERTOS DE ALGUMAS, NOS MEUS COMENTÁRIOS.
2- PORQUE NÃO É LHE É HABITUAL ESSE ,COMO DIREI? ,TOM.

MAS ,NO FUNDO, É ABSOLUTAMENTE COMPREENSÍVEL,A SUA REVOLTA DEPOIS DE UMA VIAGEM TÃO DIFÍCIL, A UM PAÍS ONDE O"PÂNTANO" É UM MONSTRO.
OS SANTOS ESTÃO NO CÉU----E NÃO OS VEJO FAZER ALGUMA COISA.
IREI LER O QUE RECOMENDOU.
APESAR DE PENSAR COMO A AMIGA PAULA...(QUE BEM ME FEZ A SUA MENSAGEM, NESTE DOMINGO DE ISOLAMENTO!).
MAS ,SE FOSSE TOTALMENTE ASSIM, ENTÃO DE QUE VALERIA ESTARMOS AQUI A EXPÔR, OS NOSSOS SENTIMENTOS, A NOSSA DOR, A NOSSA REVOLTA?

E,AFINAL, SINTO QUE ESTE MOVIMENTO, CONTRA A INDIFERENÇA ESTÁ A CRESCER:HOJE RECEBI 3 E-MAILS IGUAIS COM IMAGENS DO MARTÍRIO DE GAZA---DE MIRANDA DO DOURO ,DE COIMBRA E DE CANTANHEDE (SIM DAQUI--VALE A PENA FALAR.FALAR).

POR ISSO CONTINUO AQUI, PORQUE O SEU GRITO, COM O NOSSO, TAMBÉM POR ZIMBABUÉ , HÁ-DE CHEGAR CADA VEZ MAIS LONGE!

"ONDE QUER QUE ESTEJAM, QUEM QUER QUE SEJAM...
...DOA A QUEM DOER"

PARA TERMINAR, APESAR DA SURPRESA DO FINAL, GOSTEI DA DETERMINAÇÃO COM QUE USOU CERTOS ADJECTIVOS.

TENHA UMA NOITE SERENA.
UM ABRAÇO AMIGO
Tina


De Fernando Nobre a 26 de Janeiro de 2009 às 11:43
Sabe amiga Tina às vezes estou tão cansado dos cinismos que só me apetece gritar... É uma das minhas fraquezas humanas... O que mais me custa aceitar é a falta de coerência de alguns: para eles uns são seres humanos, raças eleitas, e os outros são baratas ou piolhos. Não aceito. Abraço amiga.


De MAlbertina F.S.Silva a 27 de Janeiro de 2009 às 01:31
COMO EU O ENTENDO, D. FERNANDO!
POR ISSO E APESAR DE HOJE ESTAR PARTICULARMENTE CANSADA, NÃO CONSIGO ADORMECER, SEM LHE EXPRESSAR A MINHA PROFUNDA ADMIRAÇÃO PELA SUA ESCOLHA, NESTA CAMINHADA, LUTANDO PELOS DIREITOS "DOS SEM ROSTO E SEM NOME".
POR ELES E PELO SEU TRABALHO, FIZ HOJE O MEU PRIMEIRO CONTACTO COM A DELEGAÇÃO DA AMI, EM COIMBRA, PARA ME INSCREVER COMO AMIGA E DAR A MINHA CONTRIBUIÇÃO . SEI QUE SERÁ UMA GOTA MAS MUITAS FAZEM O MAR.

BOA NOITE, AMIGO.
Tina


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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia. (continuar a ler)
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LIVROS QUE PUBLIQUEI

- "Viagens Contra a Indiferença",
Temas & Debates

- "Gritos Contra a Indiferença",
Temas & Debates

- "Imagens Contra a Indiferença",
Círculo de Leitores / Temas & Debates


- "Histórias que contei aos meus filhos",
Oficina do Livro


- "Mais Histórias que Contei aos Meus Filhos", Oficina do Livro

- "Humanidade - Despertar para a Cidadania Global Solidária", Temas e Debates/Círculo de Leitores

- "Um conto de Natal", Oficina do Livro
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